Hematologista: médico das doenças do sangue

Hematologia é a especialidade que trata das doenças do sangue. Desde as mais comuns, como as anemias, até doenças neoplásicas, como leucemias e linfomas, cânceres das células do sangue. Compreenda melhor a atuação do hematologista.

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Publicado em: 11/12/2007

O sangue é uma parte do corpo e, como tal, também pode ser atingido por doenças e problemas que vão repercutir em todo o organismo. Quando isto ocorre, o médico especialista indicado para realizar o tratamento é o hematologista.

?Hematologia é a especialidade que trata das doenças do sangue. Desde as mais comuns, como as anemias, até doenças neoplásicas, como leucemias e linfomas, que são cânceres das células do sangue?, explica Marcinda da Silva Araújo*, hematologista da Med Imagem e Oncomédica.

Segundo a especialista, as anemias, normalmente, são benignas e podem ser tratadas com reposição de ferro e vitaminas. Já nos casos de leucemia, o tratamento envolve quimioterapia e, quando há indicação, o transplante de medula óssea.  Diferente de outros tipos de cânceres, nos quais a quimioterapia é prescrita por um médico oncologista (especialista no tratamento de tumores), na leucemia, o acompanhamento do tratamento é todo feito pelo hematologista.

?Prescrevemos os medicamentos da quimioterapia e também somos nós que realizamos o transplante de medula óssea, quando há indicação?, frisa Marcinda Araújo. Sendo que, no último caso, o hematologista precisa ter uma especialização em transplante de medula óssea.

A leucemia é uma doença relativamente rara, que atinge os glóbulos brancos do sangue. São estes glóbulos, chamados também de leucócitos, os responsáveis pela defesa do organismo contra infecções. A leucemia se caracteriza pela substituição das células sanguíneas normais, por células sanguíneas jovens e anormais, que proliferam e prejudicam ou impedem a formação adequada do sangue, reduzindo a quantidade de glóbulos brancos no organismo, bem como de glóbulos vermelhos e plaquetas, deixando o organismo vulnerável a infecções e sangramentos.
 
Ainda não se sabe as razões que poderiam motivar o surgimento da leucemia. Mas se sabe que a anemia não é uma delas. ?É importante explicar que a anemia não é causa para surgimento de leucemia. Na verdade, a anemia é um conjunto de sinais e sintomas conseqüentes da diminuição das hemácias(células vermelhas do sangue),em decorrência  da leucemia, podendo surgir quando o câncer já se instalou. Mas não é verdade que a anemia não tratada evolua para uma leucemia?, explica Marcinda Araújo.

A médica destaca que, além da anemia, o organismo dá outros sinais que podem indicar a presença da leucemia. São eles: cansaço injustificado, taquicardia, palidez, manchas roxas na pele, sangramentos, etc. A especialista faz uma ressalva: ?Lógico que a maioria das anemias nada tem a ver com leucemia. Mas por vezes, a anemia pode sinalizar que a leucemia se instalou?, esclarece.

O diagnóstico da doença é feito a partir de exames de sangue e da medula óssea. Depois disso, inicia-se o tratamento, que vai variar de caso para caso, uma vez que existem diversos tipos de leucemias, com manifestações diferentes. Geralmente, a primeira indicação é de quimioterapia, com a utilização de medicamentos que irão combater as células cancerígenas. A partir da resposta à quimioterapia, do tipo de leucemia e das condições clínicas do paciente, pode ser feita ou não a indicação de transplante de medula óssea.

É na medula óssea que ocorre a formação das células sanguíneas, e é lá que se manifesta a substituição das células normais, por células anormais, o que caracteriza a leucemia. Por isso, quando possível e necessário, é feita a substituição da medula óssea do doente por uma outra saudável, através do transplante.

?O procedimento de transplante da medula óssea é semelhante ao de uma transfusão de sangue, mas com outras complexidades, relacionadas ao preparo do paciente e à aceitação da nova medula pelo organismo do receptor. Por isso o hematologista realiza todo o procedimento?, destaca Marcinda. Antes do transplante, é realizado o recolhimento da medula saudável do doador(transplante alogênico),ou do próprio paciente(transplante autólogo).

Redome

Qualquer pessoa com idade entre 18 e 55 anos e que não seja portadora de doença infecciosa ou incapacitante pode doar medula óssea. No Piauí, os interessados podem se cadastrar como doadores no Hemopi.

A partir disso, o nome do possível doador constará no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Sendo constatada a compatibilidade da medula com algum portador de leucemia em qualquer lugar do país, o transplante poderá ser realizado.

O procedimento de doação da medula consiste na retirada da medula do interior de ossos da bacia, por meio de punções ou coleta por aférese, que é semelhante a coleta de sangue feita  para doação. O habitual é que em 24h o doador já esteja de volta a suas atividades normais.

 

 

* A hematologista Marcinda da Silva Araújo é formada em medicina pela Universidade Federal do Piauí, com especialização em hematologia pelo Hospital das Clínicas de São Paulo. A médica atende na Med Imagem e Oncomédica.


Clarissa Poty
11.12.2007

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