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Dona Augusta e a alegria de recriar
Cadastrado em: 28/08/2007
Em uma manhã de sexta-feira, Dona Augusta aguarda um táxi. Ela está preocupada com o horário, não quer chegar atrasada ao seu compromisso semanal. Enquanto confere o relógio, se distrai conversando com outras amigas que também esperam pelo carro que as levará para o clube do Medplan.
O compromisso, que ocupa lugar cativo na agenda de Dona Augusta, é mais uma reunião de participantes das oficinas criativas do Projeto Recriar, da Oncomédica. Na manhã daquela sexta, a programação prevê a finalização de mais uma oficina e Dona Augusta não quer perder isso por nada.
Não é para menos. Augusta Ferreira da Silva Lopes consta como a primeira cliente da Oncomédica. Desde que escolheu a clínica para iniciar seu tratamento contra um câncer de mama, ela participa de todas as atividades realizadas pela Oncomédica para promoção do bem-estar de seus clientes. E, mais que isso, ajudou a conceber a idéia do Projeto Recriar. Esse mesmo, que ela aguarda com ansiedade por mais uma reunião.
O táxi chega, e a leva ao encontro do grupo de amigos que também reservam esse dia da semana para esquecer dos problemas e aprender novidades. Além das oficinas do Recriar, Dona Augusta ainda encontra com muitas dessas pessoas na Vita Academia, onde realiza atividades físicas, e também no grupo terapêutico. “Considero a Oncomédica minha segunda casa, e as pessoas que conheci lá são grandes amigos”, diz.
Foi no clube do Medplan, enquanto concluía mais uma peça artesanal em meio à reunião do Recriar, que Dona Augusta concedeu a seguinte entrevista para o Portal Oncomédica:
Portal Oncomédica – A senhora é a primeira cliente da Oncomédica. Como a senhora chegou na clínica e a escolheu para fazer seu tratamento?
Eu conheci a Oncomédica antes mesmo de fazer minha cirurgia na mama. Meu plano de saúde indicou a clínica e resolvi conhecer sua estrutura. Gostei e já comecei meu tratamento por lá. Depois que fiz a cirurgia, a coisa que mais me comoveu foi a atenção que a equipe da Oncomédica teve comigo. A Dra. Nilshelena (diretora clínica da Oncomédica) me telefonava todos os dias para saber como eu estava. Eu recebia visitas do psicólogo. Isso tudo me comoveu. Fiz todo o procedimento de quimioterapia e o acompanhamento da evolução do tratamento na Oncomédica.
Portal Oncomédica – Com a experiência de quem já superou o câncer, o que a senhora considera ser mais importante para quem está em tratamento contra a doença?

Com colegas de Recriar na oficina de porta-trecos
A primeira coisa é ter confiança no médico, se você não confia, fica sempre duvidando do diagnóstico dele. A segunda coisa é ter fé em Deus, porque sem fé, vai faltar coragem. Eu também tive muito apoio da minha família e amigos. Eles fizeram uma corrente positiva, ligavam para saber notícias, mandavam livros. Isso tudo foi muito importante.
Portal Oncomédica – A senhora é uma das freqüentadoras mais assíduas do Programa de Terapia Ocupacional da Oncomédica, o Recriar. Como é sua relação com esse projeto?
Na verdade, eu já estava na Oncomédica antes mesmo de existir o Recriar. Nós, eu e outros clientes, conversamos e achamos que seria interessante participar de alguma atividade manual, que nos ajudasse a esquecer dos problemas, e repassamos esse desejo para a direção da clínica. Quando a Haberlandy (terapeuta ocupacional) chegou, eu já era cliente da Oncomédica há algum tempo. Participei da primeira reunião do projeto, ocasião em que foi escolhido o nome “Recriar”.
Portal Oncomédica – E por que, até hoje, a senhora continua freqüentando as oficinas do Recriar?
Aqui, nós fazemos amizades. Posso conhecer pessoas novas. Tem gente de todas as idades e isso não faz diferença, porque todo mundo está unido, tem vontade de vencer a doença. No Recriar tudo é sempre uma novidade. Todo dia temos a alegria de criar algo novo. Nossa, quando faço minhas peças fico muito feliz. Agora mesmo, estou doida para ter uma tartaruga daquelas. Vejo o Recriar como uma seqüência da Oncomédica. A clínica é o lugar da medicina, do tratamento e, aqui, é o nosso espaço. Nós já nos sentimos irmãos. Somos uma família.
Portal Oncomédica – Além do Recriar, a senhora participa de outras atividades promovidas pela clínica. Como, por exemplo, o grupo terapêutico tem lhe ajudado?
As reuniões da terapia em grupo têm me ajudado a jogar minhas angústias para
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| Praticando atividades físicas na Vita Academia |
Portal Oncomédica – Qual o principal aprendizado que a senhora pôde tirar dessa experiência de vencer o câncer?
Foram vários aprendizados. Primeiro que sem fé não conseguimos nada. Hoje em dia, também tenho consciência de que aquele ditado estava certo. “Quem vê cara não vê coração”. Aqui no Recriar há pessoas de todo jeito, mas independente das tantas diferenças, somos todos irmãos. Através das colegas é possível encarar a doença com mais resistência.
Rápidas
Uma alegria: Maior do que saber que eu não tinha mais câncer?
Um livro: adoro ler. Foram muitos livros, mas não tenho um em especial agora.
Uma oficina do Recriar: A primeira, quando utilizamos frascos de soro para fazer bolsas.
O Recriar é... parte da minha vida
Clarissa Poty
28.08.2007
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