Você precisa caminhar mais
Cadastrado em: 29/06/2009
Ao ar livre, na esteira ou em trilhas, andar 30 minutos por dia, cinco dias por semana, aumenta o condicionamento físico, fortalece o sistema imunológico e ajuda a combater doenças, como diabetes, obesidade e hipertensão.
É a atividade mais democrática que existe, pois o investimento é mínimo e o retorno, garantido. Com apenas 20 minutos do exercício, o cérebro já começa a liberar endorfina e serotonina, duas substâncias que promovem a comunicação entre os neurônios.
Enquanto a primeira tem ação calmante e efeito analgésico, a segunda produz uma sensação de bem-estar. Não é à toa que estudos recentes revelaram que pessoas com diagnóstico leve de depressão melhoraram muito ao se tornarem adeptas da caminhada. Em alguns casos, os médicos chegaram até a substituir o remédio pelo exercício. Ou seja, os benefícios são também psicológicos.
Para inibir o apetite
A cada ano, cresce o número de trabalhos atestando a eficácia da boa e velha caminhada. Só em 2008, um estudo apresentado no encontro anual do American College of Sports Medicine revelou que andar por 40 minutos todos os dias já é o bastante para melhorar o desempenho cardiovascular de quem sofre de hipertensão.
Outra pesquisa, da Universidade de Washington, nos EUA, confirmou que sua prática regular ajuda a reduzir os riscos do câncer de cólon.
Mas os estudos não param por aí. O mais recente deles é assinado por David J. Stensel, da Universidade de Loughborough, na Grã-Bretanha.
Uma pesquisa realizada com 11 voluntários mostrou que a caminhada é mais eficaz para inibir o apetite do que a musculação.
Segundo Stensel, a prática regular interfere na produção de dois dos mais importantes hormônios reguladores da fome: o peptídeo YY (que reduz o apetite) e a ghrelina (que estimula a vontade de comer).
O estudo mostrou que, durante uma sessão de esteira, o nível de peptídeo YY aumenta e o de ghrelina, diminui. Na de musculação, porém, tais índices permanecem inalterados.
Controlar o peso
Além de ajudar na supressão do apetite, caminhar é excelente para controlar o peso e aumentar o nível cardiorrespiratório.
Basta vestir roupas leves, calçar um tênis confortável e escolher um lugar tranquilo para a prática. De preferência, longe do barulho e da poluição do trânsito.
O único obstáculo talvez seja o da falta de tempo. O ideal é que as pessoas caminhassem pelo menos 30 minutos por dia. Se isso não for possível, três períodos de 10 minutos: pela manhã, à tarde e à noite. Nesse caso, vale descer do ônibus três quarteirões antes do desejado e seguir a pé. Ou subir quatro andares a pé em vez de pegar o elevador
Antes de correr
As semelhanças entre a caminhada e a corrida são muitas. As duas não exigem habilidade específica, agregam praticantes de todas as idades e requerem apenas roupas leves e tênis confortável.
Mas, então, por que não começar logo correndo - atividade física que, justiça seja feita, proporciona um gasto calórico maior? A resposta é simples: porque os riscos de lesões ortopédicas e cardiovasculares desse exercício também são maiores.
Principalmente para quem não está habituado a praticar atividades físicas regularmente. Para correr, um indivíduo dá cerca de 600 passadas por quilômetro.
Durante a caminhada, são necessárias apenas 200 para percorrer a mesma distância. Durante a corrida, os pés aguentam um impacto até seis vezes maior que o peso do corpo.
Na caminhada, a força deste efeito cai para apenas duas vezes. A corrida é um exercício físico de maior impacto que a caminhada.
Por isso mesmo, o risco de alguém sofrer uma lesão no calcanhar, no joelho ou até mesmo na coluna é maior correndo do que simplesmente caminhando.
Segundo os médicos, uma simples caminhada ao ar livre é capaz de consumir 350 calorias em apenas uma hora.
Na esteira, o gasto é um pouco menor: 330. Em compensação, chega a 420 em trilhas.
As pessoas precisam encarar esse exercício como um medicamento que previne doenças. Mas o efeito desse remédio é contínuo. Se você interrompe a atividade física, interrompe também o tratamento.
Fonte: Viva Saúde
Edição: F.C.
29.06.2009
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