Serviço de urgência do Prontomed Infantil explica diferença entre virose e dengue
Cadastrado em: 06/06/2006
No período pós-chuvas a incidência das chamadas viroses inespecíficas e doenças como a dengue e meningite aumentam consideravelmente, fazendo com que as urgências dos hospitais, sobretudo, os infantis fiquem movimentados. Esses surtos causam temores nos pais que buscam por informações sobre qual o momento certo de levar a criança a um serviço de urgência e como diferenciar uma simples virose de dengue.
A diretora clínica do Prontomed Infantil, a pediatra Aldenízia Soares, observa que não há motivo para pânico entre os pais com crianças que apresentem febre e outros sintomas compatíveis com viroses ou dengue. “O mais importante é observar a criança. A hora certa de levá-la a um serviço de saúde é quando a mesma estiver com um comportamento fora do habitual, como prostração. E isso são os pais que reconhecem. A febre em si não quer dizer que ela esteja com dengue. A febre não é doença, mas sim um sinal de briga (alerta) do organismo contra uma doença”, frisa.
“Nesses momentos de surto tem que existir a parceira entre o médico e a família. Os pais não podem transferir toda a responsabilidade para o serviço de saúde. Quando a criança está com febre alta, por exemplo, não é para o pai simplesmente levar a um serviço médico de urgência e tumultuar o local. É importante que ele medique a criança antes com o remédio habitual passado pelo pediatra para que a febre ceda. Até para um exame físico mais preciso é importante que a criança esteja sem febre ou com a temperatura mais baixa. Com febre alta a membrana do tímpano e as amídalas ficam vermelhas, sinais de meningite podem não ser revelados em um exame físico nessas condições”, explica a médica alertando que em caso de dúvida sobre dengue nunca dar remédios à base de Ácido Acetil Salicílico (AAS).
Dengue X Viroses
Segundo explica a médica Aldenízia Soares, alguns estudos demonstram que quando uma pessoa já teve dengue ela cria uma janela imunológica de 1,5 ano. “E quando isso passa acaba caindo dentro desses surtos sazonais da doença, pois aí pode existir outro contato com o vírus e a pessoa não teria mais a chamada dengue clássica, mas dengue com complicações ou que pode evoluir para a febre hemorrágica”, diz.
Na pediatria os prenúncios da dengue hemorrágica são diferentes. “Normalmente, em um adulto, teria uma média de cinco dias de febre, plaquetas abaixo de 100 mil e uma hemoconcentração (concentração de hemoglobina no sangue). Na criança pode não ter esses cinco dias de febre. O que vai dizer se é hemorrágica ou não são pequenos sangramentos em si, mas a hemoconcentração e as plaquetas do sangue abaixo de 100 mil”, explica.
Ela encerra chamando atenção mais uma vez para o fato de que virose e dengue podem ter os mesmo sintomas, como a febre, dor muscular e dor de cabeça. Mas o mais importante para decidir procurar ajuda médica é no caso da prostração da criança, pois segundo ela a virose não prostra a criança e a dengue sim.
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