Salário, já há algum tempo, não é tudo para motivar o empregado
Cadastrado em: 15/02/2006
A cada dia o mercado de trabalho está mais competitivo e para se ter “lugar ao sol” é preciso não apenas uma boa qualificação, mas, também, ter qualidades como capacidade de liderança, iniciativa, bom humor, facilidade para relacionar-se com os outros e disponibilidade para aprender novos conhecimentos. Estas características são consideradas fundamentais pelos gerentes de pessoas das empresas.
Quem chega lá, ou seja, consegue se colocar no mercado de trabalho, via de regra, está satisfeito com o que faz e no local que está. Prova disso são os números revelados em uma enquete postada recentemente no Portal Medplan sobre o grau de satisfação do internauta com relação ao seu emprego. A maioria (43.5%) respondeu que está satisfeita com seu trabalho atual.
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Bem, uma pesquisa da lista da revista Exame, que indica as 100 melhores empresas para se trabalhar, já no ano de 2002 apontava que o funcionário quer mais que bom salário para se sentir motivado e satisfeito. O que faz uma boa empresa, segundo os critérios dos funcionários pesquisados, para que reconheçam aquele local como diferenciado, passa por: reconhecimento profissional, participação nos processos de decisão e espaço para desenvolver projetos com o aval da empresa. O salário que, aparentemente, estaria em primeiro lugar aparece como quarto ou quinto item na lista de prioridades dos funcionários.
A enquete revelou, ainda, que17, 4% dos que responderam estão muito satisfeitos com o emprego que têm; 8,7% estão doidos para sair da empresa e 4,3% são indiferentes.
Em conclusão: 35 % das pessoas que responderam nossa enquete, ou seja, um em cada três participantes, está infeliz no trabalho, ou com muita vontade de abandonar a empresa. Se somarmos a este índice os 4,3 % dos indiferentes, teremos 2 em cada 5 pessoas das empresas classificáveis como descomprometidos ou hostis.
Esta é uma constatação preocupante, e que merece uma profunda reflexão da parte de todos os administradores de recursos humanos das empresas. Afinal, que estragos podem ser causados aos clientes por este exército de insatisfeitos? Que influências negativas podem eles representar para o equilíbrio dos colegas comprometidos com a empresa? Que esforços e investimentos podem e devem ser feitos para identificar, avaliar e recuperar estes funcionários? Como evitar que o desânimo destes funcionários termine por contagiar todos os membros da equipe? Que esforços devem ser feitos para manter o entusiasmo daqueles 60% (três em cada grupo de cinco) que ainda "vestem a camisa" da empresa em que trabalham? Uma coisa é certa: simplesmente aumentar salários não é solução. É como se os funcionários estivessem a dizer à administração: "A gente não quer só salário, a gente quer carinho, a gente quer atenção ...".
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