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Saiba reconhecer sinais de infarto e como evitá-lo

Cadastrado em: 09/06/2006
Saiba reconhecer sinais de infarto e como evitá-lo

Estresse, idade elevada, obesidade, diabetes, tabagismo, sedentarismo, alimentação rica em gordura. Estes são alguns dos principais fatores que predispõem o ser humano a um infarto agudo do miocárdio. Historicamente os homens dominam os casos de infarto, entretanto, tem crescido a incidência do mal entre as mulheres, que também entraram no ritmo alucinante da vida moderna e, portanto, se tornaram também alvos mais fáceis do problema.

Segundo explica o cardiologista João Francisco de Sousa, chefe do serviço de hemodinâmica e intervenção cardiovascular da Medimagem, o homem sofre três vezes mais infarto que a mulher, entretanto a mulher morre cinco vezes mais que o homem devido ao problema.

Dr. João Francisco, cardiologista

O infarto nada mais é que o entupimento, por gordura, da artéria coronariana, que é responsável por mandar sangue para o coração. As mulheres na faixa-etária de dos 45 anos aos 55 anos são as mais propensas ao problema. Um fator curioso é que os casos mais graves de infarto entre as mulheres ocorrem após a menopausa. A explicação é que, nesta fase, elas sofrem uma queda hormonal muito grande, deixando-a praticamente desprotegida do ponto de vista circulatório.

O médico diz que a manifestação mais comum da doença das coronárias é a angina (dor no peito, tipo um aperto com irradiação para os braços associado ao suor, palidez e náuseas), entretanto, apesar desse quadro clássico, em cerca de 30% a 40% dos pacientes o infarto pode apresentar-se com outros sintomas isolados atípicos, como: cansaço, tosse seca, dor abdominal ou de estômago, náuseas, vômitos, desmaio e palpitações. “O conhecimento dessas manifestações atípicas pode ajudar na detecção e manejo dos pacientes com infarto”, frisa.

As formas atípicas ocorrem mais na faixa-etária de pacientes entre 65 anos e 74 anos. Um estudo americano mostra que de 33 sintomas pré-infarto em mulheres, 70% são fadiga, transtorno do sono (48%), dificuldade de respirar (42%), indigestão (39%) e ansiedade (35%). Somente 35% das mulheres estudadas referiram mal-estar precordial (dor no peito), ainda assim descrito como ardor e não dor em aperto.

Ninguém está imune a ter uma crise, mas há formas de evitar o ataque. Para tanto, evite levar uma vida sedentária, pois a prática de atividades físicas é fundamental. Outras dicas são: Pessoas obesas devem receber acompanhamento médico, hipertensão arterial e diabetes devem estar sempre controladas.

Não fumar e beber diariamente e evitar ficar estressado e nervoso constantemente são outras recomendações que devem ser seguidas. Assim o coração agradece!