Rejeição no amor eleva níveis de stress no cérebro
Cadastrado em: 28/06/2006
Quase todos nós conhecemos a terrível sensação de terminar um relacionamento afetivo. Agora, também os cientistas sabem o que é isso.
De acordo com a antropóloga Helen Fisher, da Universidade Rutgers, juntamente com seus vários colegas neurocientistas, descobriram interessantes correlações depois do escaneamento cerebral de dez mulheres e cinco homens - todos deprimidos em razão da perda da pessoa amada.
Os pesquisadores colocaram todos esses voluntários de coração partido em um escâner de ressonância magnética funcional e solicitaram a cada um deles que observasse uma foto da pessoa amada e depois uma foto neutra. Descobriram que as mesmas áreas que entram em ação ao surgir um novo amor ainda estavam ativas quando o enjeitado olhava para a imagem do parceiro perdido.
No entanto, novas áreas também eram ativadas, inclusive as que regulam pensamentos obsessivo-compulsivos e raiva, ou seja, desencadeavam uma torrente de emoções mistas.
Regiões cerebrais associadas ao stress ficaram intensamente acentuadas, confirmando a idéia de que ser rejeitado no amor é uma das experiências mais dolorosas que o ser humano pode suportar.
A antropóloga suspeita que essas reações cerebrais se tornem mais moderadas com o passar do tempo, provavelmente por programação biológica, quem sabe para ajudar na autopreservação. Mas tudo pode mudar se a pessoa tiver a sorte de encontrar uma nova cara-metade, e esse processo biológico de encantamento e dor vai se iniciar mais uma vez.
Edição por Pedro Jansen
Fonte: Revista Mente e Cérebro
28.06.06
Veja mais
- 21/05/2012 - Estudantes querem unir medicina com administração
- 21/05/2012 - Consumo humano exigiria `duas Terras´, diz WWF
- 21/05/2012 - O imposto da longevidade
- 18/05/2012 - IV Simpósio de Mastologia está com as inscrições abertas
- 17/05/2012 - A boa negociação não aceita improvisos
- 17/05/2012 - CGU aponta `prejuízos´ de R$ 96,5 milhões nos seis hospitais federais do Rio
- 17/05/2012 - Excesso de peso favorece o ronco e problemas como apneia do sono
- 17/05/2012 - Oncomédica firma parceria para infusão de medicamentos subsidiados pelo SUS
- 16/05/2012 - A cabeça infatigável
- 16/05/2012 - Até 2030, 42% da população dos Estados Unidos será obesa








