Vida Legal / Tranqüilidade

Reaja às chacotas no trabalho

Cadastrado em: 29/06/2006
Reaja às chacotas no trabalho

Quem nunca foi provocado pelo jeito de falar, pela aparência ou escolhas? E dos muitos que foram provocados quantos não ficaram calados em vez de reagir?

Num mundo tão violento, educar filhos com valores que contribuam para a harmonia é realmente uma atitude digna de louvor. No entanto, junto a isso é preciso fortalecê-los para que aprendam a dizer não, não quero, não gosto, não posso, não vou, quando precisarem. É importante que cresçam sabendo que não é possível, nem necessário, atender às expectativas dos outros o tempo todo, embora seja possível, muitas vezes, chegar a acordos.

Um outro ponto a ser pensado é que criança pode não saber o mal que está fazendo ao colega quando o torna alvo de deboches. Um começa e o outro vai atrás, até para garantir que está do lado do mais forte. É obrigação do adulto, participante das relações que cercam aquele que está sob a pressão do grupo, seja como pais, professores, encontrar formas de interferir.

Triste é ver gente grande, que não cresceu, encurralando pessoas com brincadeiras desconcertantes, que deixam de ser brincadeira quando uma das partes não quer participar. Ambos perdem. Aquele que pressiona, ao impedir que o outro se manifeste, deixa de aprender com ele; enquanto este, ao se constituir na zombaria do colega, vai se tornando inseguro.

Para quem se sente incomodado com a marcação cerrada de colegas, é sempre tempo de mudar as coisas, de olhar firme nos olhos deles e dizer: não quero, não gosto. Mesmo que no início se espantem, ou se melindrem, irão se acostumar e buscar outras formas de relação. Há, ainda, a possibilidade de entrar no jogo. Talvez ele não seja tão pesado assim.

Por Pedro Jansen
29.06.06