Tratamento / Prevenção

Proteger-se do sol faz toda a diferença contra o câncer de pele

Cadastrado em: 19/02/2008
Proteger-se do sol faz toda a diferença contra o câncer de pele

Apesar de o câncer de pele demorar a aparecer, pois a ação danosa dos raios Ultravioletas dos tipos A e B têm efeito cumulativo, os cuidados com a pele têm que começar desde criança. O ideal é que, faça chuva ou faça sol, você use um creme nas áreas expostas com Fator de Proteção Solar - FPS. Mas, os cuidados com a pele não se restringem ao uso de protetor solar.

Confira algumas dicas que podem ajudar você a se proteger do sol. Os raios UVA e UVB estão presentes mesmo em dias nublados como os dos últimos dias em Teresina.
 
ROUPAS - A maioria das roupas absorve ou reflete os raios UV, mas roupas brancas confeccionadas em malha frouxa e roupas molhadas e aderidas à pele não protegem adequadamente. Qualquer roupa é melhor que nenhuma, mas quanto mais apertado o tecido, maior será a proteção. Chapéu com abas ou bonés contribuem na proteção solar de áreas particularmente propensas a uma exposição solar intensa, como os olhos, orelhas, rosto, pescoço e nuca.

PROTEÇÃO OCULAR - A exposição solar pode causar catarata e outros danos oculares. Por isso, o uso de óculos com 99% a 100% de proteção UV protege os olhos dos danos da radiação solar. Cuidado ao comprar os seus em vendedores de rua, pois quase sempre as lentes não possuem a proteção adequada!

RADIAÇÃO - Ficar à sombra ou debaixo do guarda-sol são medidas benéficas, mas não suficientes, visto que a radiação solar reflete na água, areia, concreto e acaba atingindo até mesmo os que estão à sombra.

PROTETORES - Há no mercado vários tipos de protetores solar, que vão desde FPS dois até 50, números que indicam o número de vezes em que a pele fica protegida. Cada número é indicado para um tipo de pele. As mais claras precisam de fator de proteção maior e, ao contrário do que muita gente pensa, a pele negra também precisa de proteção. Os lábios possuem pele mais sensível, necessitando de FPS maior. Para avaliar de maneira o fator de proteção para cada tipo de pede, o ideal é consultar um dermatologista.

CUIDADO COM AS CRIANÇAS - A proteção solar na criança muito importante, pois se estima que até os 18 anos de idade, o tempo de exposição solar é maior do que no restante da vida. Crianças menores de seis meses não devem usar protetor solar e podem ser levadas ao sol desde que um pouquinho, no horário adequado e observadas as demais medidas de proteção solar, tais como roupas leves e guarda-sóis.

Já as maiores de seis meses devem observar o horário adequado de exposição solar, usar sempre um protetor solar, obedecendo a maneira correta de aplicação e, assim que possível, usar chapéu e óculos escuros. Uma medida muito simples e que contribui grandemente para a proteção solar em crianças é não permitir que fiquem sem camisa ao sol.

DIAGNÓSTICO PRECOCE - A radiação ultravioleta dos tipos A e B possuem efeito cumulativo no organismo, atuando na mutação gênica das células da pele, fator que desencadeia o câncer.

Há três tipos principais de câncer de pele que variam conforme sua agressividade. Confira:

Carcinoma basocelular - É o mais freqüente dos tumores cutâneos e acomete pessoas em idade adulta, geralmente, com pele e olhos claros. Os sintomas começam com uma pequena ferida ou nódulo que, de vez em quando, sangra ou provoca coceira. É de fácil tratamento quando diagnosticado no início, com possibilidade de cura chegando a 99%.

Carcinoma espinocelular - Segundo tumor cutâneo mais freqüente também aparece em adultos, só que na faixa dos 60 anos. Tem maior gravidade e começa com uma ferida que não cicatriza, sangra e coça. Atinge geralmente face, orelhas, antebraços, dorso de mão e outras áreas expostas. O tumor cresce de forma rápida e agressiva, podendo gerar metástase, principalmente em gânglios e órgãos internos como o pulmão, ossos etc. Se diagnosticado no início, tem boas chances de cura.

Melanoma - É o mais agressivo de todos os tumores de pele. Sua incidência está aumentando em 5% ao ano, acometendo adultos mais jovens. Geralmente, o tumor surge de uma pinta preexistente, que de repente, cresce e adquire formatos irregulares e várias colorações, diferenciando-se de outras pintas. Quanto mais se aprofunda na pele, maior agressividade adquire. Quando vai para a corrente sanguínea, provoca metástase nos órgãos internos e linfonodos (ínguas). O fator genético é o principal responsável pelo seu surgimento e o sol é o agente catalisador da mutação gênica que ocorre na célula. Portanto, fique atento sempre ao que acontece em sua pele. Qualquer alteração, consulte seu dermatologista.


Fonte: Uol
Edição: Clarissa Poty
19.02.2008