Próstata: isso é com você
Cadastrado em: 02/04/2008
O urologista Miguel Srougi, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), escreveu o livro Próstata: isso é com você (Publifolha) para orientar homens e mulheres sobre a importância do diagnóstico precoce. Para mulheres também porque elas são grandes parceiras no combate à doença.
Srougi afirma que dois terços dos homens procuram o médico para fazer exame da próstata porque são obrigados pelas esposas. Sobre o medo do exame de toque retal, ele é incontestável: “Mais vale o indivíduo suportar um desconforto de 20 segundos do que passar anos sofrendo por causa de um câncer que não foi descoberto na hora certa”.
Embora o tratamento do câncer de próstata conte hoje com os mais modernos métodos terapêuticos, nem sempre radioterapia ou cirurgia são os procedimentos mais recomendados. Há uma parcela de cerca de 30% dos pacientes para os quais o melhor remédio é acompanhar a progressão da doença, sem intervenções radicais.
Nas estatísticas como a segunda causa de morte por câncer entre homens no Brasil (a primeira é o câncer de pulmão), o câncer de próstata pode ser curável ¯ e isso vale para a maioria dos tipos de tumor ¯ se for diagnosticado no início. “Não existe cura para doença avançada metastática”, explica o oncologista Álvaro Sarkis, professor livre-docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Segundo Sarkis, os 30% de pacientes candidatos acompanhamento é um dado da literatura estrangeira, mas o mesmo percentual pode ser estimado aos casos brasileiros. “Para esses pacientes indicamos a observação, em vez de uma intervenção cirúrgica, por exemplo”, explica Sarkis.
Entretanto, é importante deixar bem claro que isso não significa fugir do médico. “A alternativa pela observação inclui um programa intensivo de acompanhamento da doença, com a realização de exames clínicos e físicos a cada três meses e avaliação severa da progressão da doença. No entanto, diante de qualquer alteração do quadro a cirurgia pode se tornar a melhor alternativa de tratamento”, afirma.
A técnica de observação é adotada nos consultórios há pelo menos dois anos, em especial para os pacientes mais idosos ou com expectativa de vida prejudicada por outras doenças. Sarkis reitera que essa conduta preserva o paciente do tratamento radical e, especialmente, de efeitos colaterais como incontinência urinária e diminuição da potência sexual.
Prevenção
Como o diagnóstico precoce tem um impacto enorme sobre os resultados do tratamento, o quadro abaixo indica quando se deve começar a prevenção (PSA e o exame de toque retal, uma vez por ano).
Grupo de risco (pessoas com predisposição): Negros e pacientes com histórico familiar (avós, pais, tios) devem começar a realizar exames regulares a partir dos 40 anos de idade.
Grupo sem predisposição: A partir dos 45 anos
Fonte: Revista ABCâncer
Edição: C.P
02.04.2008
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