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Pesquisa recente aponta efeitos da insônia sobre a saúde

Cadastrado em: 17/11/2011
Pesquisa recente aponta efeitos da insônia sobre a saúde

Muitas pessoas encontram dificuldades de ter uma boa noite de descanso, dizem pesquisadores que acompanharam um grande estudo sobre sono. Eles alertam que a falta de sono tem tido sérios efeitos sobre nossa saúde. O especialista em sono, professor Colin Espie, da Universidade de Glasgow, na Escócia, entrevistou 12 mil adultos no maior estudo sobre padrões de sono já feito no Reino Unido.

- A insônia afeta a qualidade de vida das pessoas durante o dia, não apenas à noite - disse ele ao "Daily Mail". - Viver com o sono ruim e suas consequências não é apenas muito comum, mas também está piorando a saúde dos britânicos.

No total, 51% dos adultos lutam para adormecer ou permanecer dormindo. As mulheres sofrem mais que os homens, com 75% relatando problemas comparadas com 25% dos homens.

A pesquisa identificou que 55% dos adultos reportaram como consequência da insônia dificuldade de relacionamento, 77% disseram ter a concentração afetada, e 64% disseram ser menos produtivos no trabalho, enquanto que 83% tinham problemas de humor e 93% sentiam falta de energia.

- Esta não é uma questão trivial. Dificuldades frequentes de sono aumentam o risco de desenvolver novas doenças. Isso foi demonstrado em desordens como diabetes, mas também em depressão - comentou Espie.

Ele acrescentou que um quarto das pessoas com insônia sofrem com o problema por mais de 11 anos. Outra pesquisa com três mil adultos descobriu que 70% das pessoas acreditam que não dormem o suficiente e 57% ficam acordadas à noite na cama preocupadas com trabalho e dinheiro.

O resultado é que uma em cada dez checam o e-mail de trabalho, 6% acordam seus parceiros se não conseguem dormir, 26% ouvem músicas calmas e 18% acreditam que fazer sexo ajuda.

O estudo, encomendado pela rede de lojas sueca Ikea, descobriu que metade das pessoas diz ter dormido mal porque o colchão era ruim. Mas mais mulheres pareciam

Mas as mulheres nesta pesquisa se saíram melhor, com 21% tendo regularmente mais de oito horas de sono, contra apenas 14% dos homens.


Fonte: O Globo
Edição: F.C.
17.11.2011