Pelo telefone, remédio fica mais em conta
Cadastrado em: 01/02/2006
Na guerra das farmácias, uma nova arma: as centrais com serviço de entrega. Que, por atenderem ao cliente pelo telefone, fazem com que uma drogaria não dispute mercado apenas com sua vizinha, mas com um número cada vez maior de redes. E esse mercado competitivo já tem reflexos no bolso do consumidor, e positivo.
Em Teresina, os clientes contam com esse serviço em algumas redes e farmácias, a Alô Farmácia, por exemplo, faz a entrega em domicílio e com um grande diferencial: a entrega é gratuita.
Benoaldo Moura, gerente administrativo da Alô Farmácia, comenta que alguns estabelecimentos fazem entrega em domicílio, mas com a cobrança de taxa e não vão a todos os bairros da capital. “Nós fazemos entrega em toda Teresina e também na cidade vizinha deTimon(MA) e sem a cobrança de taxas”, destaca.
Em pesquisa feita pelo jornal o Globo, do Rio de Janeiro, sobre 12 medicamentos, em nove farmácias, nove deles saíram mais em conta nas drogarias com televendas. Para se ter idéia, há casos em que a variação de preços chegou a 76,1%.
Não é simplesmente uma central de atendimento que garante preços mais baixos. Até porque o setor de televendas exige investimentos em estrutura e treinamento. A questão de preços se favorece pela ampliação de clientes e pela compra em grandes quantidades.
Pedro Zidói, presidente da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABC Farma), não aprova as centrais de atendimento. Para ele, a estratégia alimenta a concorrência excessiva e coloca em risco redes menores. Mas ele reconhece que os preços caem: - É a concorrência que faz o preço cair.
Fonte: Com informações do jornal O Globo
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