O significado do choro do bebê. Saiba entender essa comunicação.
Cadastrado em: 11/07/2006
Pais de primeira viagem e até os mais escolados se preocupam em entender o choro do bebê. Tentam estabelecer relação entre a intensidade das lágrimas e o problema que aflige aos pequenos. A verdade é que não há estudos que comprovem esta teoria. O que vale mesmo é feeling e analisar a situação em que o choro ocorre.
"Há muitos estudos sobre o choro dos bebês e muitas generalizações sobre a intensidade. Os pais costumam diagnosticar, de maneira errada, que o choro acontece quase sempre por manha, cólicas ou fome. Essa simplificação traz conseqüências e até medicação errada", diz o membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, Júlio Dickstein.
Na hora de confortar o bebê, muitos pais arriscam oferecer um chazinho relaxante na mamadeira, o que dificulta a amamentação, já que o bebê dispende de mais força para sugar o leite. Outro exemplo de quando os pais fazem diagnóstico equivocado do choro, é quando oferecem medicamentos na tentativa de sanar a dor. Os medicamentos, porém, prendem o intestino e facilitam a formação de gases, o que realmente traz dor e desconforto.
A criança que dorme mal ou que está exposta a muitos estímulos sonoros e visuais também tende a chorar pela irritação. O apego ao colo, principalmente da mãe, também faz com que muitos se sintam solitários e passem a chorar na tentativa de
ganhar a atenção e segurança.
Para tentar interpretar o choro de maneira adequada, pais, família e pediatra devem estar atentos aos acontecimentos. "Acompanhar o hitórico desse choro ajuda a detectar a causa. É importante perceber a reação da criança ao ingerir alimentos diferentes do leite materno para saber se há reações. Outra dica é ficar atento aos estímulos do ambiente e tentar fazer do quarto do bebê um ambiente tranqüilo.
Prestar atenção na hora da mamada, se a fralda está limpa, se as roupas estão confortáveis, se a temperatura da água do banho está adequada e se os produtos utilizados não trazem alergias aos pequenos e que não entraram no ouvido, nariz, boca e olhos também garante bebês mais calmos.
A esofagite, causada pelo refluxo, também traz desconforto e provoca o choro. Ao lado das doenças como gripe, infecções, dor de ouvido e outras, devem ter sintomas e causas tratadas pelo pediatra
Fonte: Terra
11.07.2006
Edição: AC.L
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