Mulheres lidam melhor com a carga de estresse do dia-a-dia
Cadastrado em: 23/03/2006
Em todos os dias me deparo com cada vez mais mulheres que buscam lidar melhor com o seu alto nível de estresse. A carga é pesada: é preciso dar conta da casa, dos filhos, do marido e ainda estar preparada para as tarefas profissionais...
Mais do que isso, a mulher tem também que enfrentar, todos os meses, o seu "vai-e-vem hormonal". É a Tensão Pré-Menstrual que bate à porta, impiedosa, e com ela vem a dor de cabeça, a tristeza e a vontade de chorar inexplicável, a irritação e o inchaço – fora o desejo de devorar barras e mais barras de chocolate... Tem homem que diz que é frescura - não, é biologia mesmo. Hormônios têm dessas coisas.
E para explicar para o chefe que além do excesso de tarefas, dos prazos apertados e da cobrança diária você ainda tem que controlar a inquietação do seu organismo?
Mas a mulher aprende a dar uma de malabarista, equilibra vida pessoal e profissional a todo instante, tenta disfarçar a irritação, recorre à amiga, desabafa, chora.
Fragilidade?
Não, ferramentas bem úteis para lidar com as adversidades. E isso é bom, pois tem ajudado a mulher a galgar seu espaço no mercado de trabalho. Mostra disso foi verificada num estudo feito pela International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR), que constatou que as mulheres se adaptam melhor aos desafios, resistem mais bravamente às pressões no trabalho e são menos suscetíveis às doenças causadas pelo excesso de estresse do que os homens. A pesquisa analisou 220 profissionais – metade do sexo feminino e metade do masculino – e constatou que os homens são até menos sedentários, mas são elas que encontraram formas mais eficientes de relaxar. Isso porque as mulheres têm maior facilidade para verbalizar emoções.
Outro estudo também coordenado pela ISMA-BR mostrou que para as profissionais o que mais gera tensão na rotina corporativa é a sobrecarga de trabalho. Apesar de já terem mostrado que tem competência de sobra, elas ainda são bastante afetadas pela quantidade excessiva de tarefas. Produzir mais e mais ainda é uma forma de elas provarem que são tão capazes quanto seus colegas homens. As mulheres também sofrem com a incerteza do mercado e com a falta de controle diante daquilo que fazem, mas continuam a comprovar que sexo frágil não foge à luta. Enfim, expressar o que se sente é bom; dividir as angústias, os medos, as insatisfações não é sinal de fraqueza – nem tampouco chorar. É mostra de sabedoria. E as lágrimas ou o blá-blá-lá típico das mulheres pode se reverter numa rotina menos estressante.
Por Ana Maria Rossi
Fonte: Catho Online
Veja mais
- 21/05/2012 - Estudantes querem unir medicina com administração
- 21/05/2012 - Consumo humano exigiria `duas Terras´, diz WWF
- 21/05/2012 - O imposto da longevidade
- 18/05/2012 - IV Simpósio de Mastologia está com as inscrições abertas
- 17/05/2012 - A boa negociação não aceita improvisos
- 17/05/2012 - CGU aponta `prejuízos´ de R$ 96,5 milhões nos seis hospitais federais do Rio
- 17/05/2012 - Excesso de peso favorece o ronco e problemas como apneia do sono
- 17/05/2012 - Oncomédica firma parceria para infusão de medicamentos subsidiados pelo SUS
- 16/05/2012 - A cabeça infatigável
- 16/05/2012 - Até 2030, 42% da população dos Estados Unidos será obesa








