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Revistas científicas de todo o mundo estão preocupadas com a validade das pesquisas que andam divulgando. Isso porque grande parte dos ensaios que estabelecem relações entre fatores de risco e o surgimento de doenças acabam negados por estudos posteriores mais abrangentes.
A revista “The Journal of the American Medical Association” (JAMA) publicou recentemente um artigo que demonstra que vários estudos com resultados positivos, apontando vinculação entre determinados fatores e o surgimento de doenças, foram refutados algum tempo depois por trabalhos maiores ou revisões sistemáticas. Foi o que aconteceu com a vinculação entre a presença de proteína C- reativa no sangue e as doenças cardiovasculares, e com o gene BRCA1 e o risco de câncer de cólon.
Para o epidemiologista espanhol Miquel Porta, os pesquisadores têm gerado falsas expectativas com seus estudos, porque tendem a exagerar as implicações de suas conclusões. Ele afirma que, na área de genética, apenas 0,2% das pesquisas divulgadas têm suas conclusões confirmadas posteriormente.
Porta integra um grupo internacional de cientistas que desenvolveu padrões mais rígidos e éticos para orientar a elaboração de estudos sobre fatores de risco para doenças. O objetivo é evitar a precipitação na divulgação de resultados, que acabam sendo facilmente desmentidos por estudos posteriores.
O novo protocolo de pesquisas foi divulgado simultaneamente por sete revistas científicas, que se comprometeram a exigir maiores requisitos para a divulgação de resultados. A medida desafia uma cultura forte da área de pesquisa. A maioria dos pesquisadores prefere divulgar resultados positivos, deixando na gaveta pesquisas que não chegam aos resultados esperados. Os editores de revistas também têm sua parcela de culpa. Eles preferem dar espaço a pesquisas que apontam resultados específicos, abandonando aquelas que não são tão conclusivas.
C.P
Com informações de El Mundo
27.10.2011
Maioria das pesquisas publicadas têm resultados negados por estudos posteriores
Cadastrado em: 27/10/2011
A revista “The Journal of the American Medical Association” (JAMA) publicou recentemente um artigo que demonstra que vários estudos com resultados positivos, apontando vinculação entre determinados fatores e o surgimento de doenças, foram refutados algum tempo depois por trabalhos maiores ou revisões sistemáticas. Foi o que aconteceu com a vinculação entre a presença de proteína C- reativa no sangue e as doenças cardiovasculares, e com o gene BRCA1 e o risco de câncer de cólon.
Para o epidemiologista espanhol Miquel Porta, os pesquisadores têm gerado falsas expectativas com seus estudos, porque tendem a exagerar as implicações de suas conclusões. Ele afirma que, na área de genética, apenas 0,2% das pesquisas divulgadas têm suas conclusões confirmadas posteriormente.
Porta integra um grupo internacional de cientistas que desenvolveu padrões mais rígidos e éticos para orientar a elaboração de estudos sobre fatores de risco para doenças. O objetivo é evitar a precipitação na divulgação de resultados, que acabam sendo facilmente desmentidos por estudos posteriores.
O novo protocolo de pesquisas foi divulgado simultaneamente por sete revistas científicas, que se comprometeram a exigir maiores requisitos para a divulgação de resultados. A medida desafia uma cultura forte da área de pesquisa. A maioria dos pesquisadores prefere divulgar resultados positivos, deixando na gaveta pesquisas que não chegam aos resultados esperados. Os editores de revistas também têm sua parcela de culpa. Eles preferem dar espaço a pesquisas que apontam resultados específicos, abandonando aquelas que não são tão conclusivas.
C.P
Com informações de El Mundo
27.10.2011
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