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Exames preventivos contra o câncer de próstata devem ser feitos regularmente

Cadastrado em: 26/01/2012
Exames preventivos contra o câncer de próstata devem ser feitos regularmente
Dr. Marco Antônio Ayres

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer – INCA, o câncer de próstata é o segundo tipo da doença que mais ocorre na fatia populacional brasileira do sexo masculino, o mais prevalente em homens no mundo e o sexto tipo mais comum da doença. Apresentando-se com mais freqüência na terceira idade, o aumento do número de casos no país demanda atenção especial dos homens quanto aos cuidados preventivos.

O médico urologista Marco Antônio Ayres orienta que a prevenção deve começar a partir dos 40 anos, idade em que a próstata (glândula que produz parte do sêmen do homem) começa a sofrer alterações naturais. “O aumento do volume da próstata é estimulado pelo hormônio masculino, a testosterona. Então, a partir dos 40 anos, a próstata aumentada  passa a exercer certa compressão sobre a uretra, que é a via pela qual a urina sai da bexiga. Dessa forma, o pode apresentar alguns sintomas urinários, como sensação de jato urinário fraco, por exemplo;  desencadeados pelo crescimento da próstata”, explica.

Esta alteração típica da próstata deve ser acompanhada regularmente, daí a necessidade da prevenção. “Todo homem a partir desta idade deve realizar o PSA (antígeno prostático específico) e o exame de toque retal, que devem ser realizados pelo menos uma vez por ano”, orienta. “Quando diagnosticado no início, o câncer encontra-se localizado, restrito à próstata. Nesse estágio, as chances de cura são maiores, superiores a 90%”, acrescenta.

O urologista avalia que o crescimento nos índices de sucesso dos tratamentos de câncer de próstata se deve a uma maior conscientização da população acerca da doença e da importância dos exames preventivos, que já ultrapassaram a barreira do preconceito. “Sem dúvida, está havendo uma maior conscientização da população em geral sobre a importância dos exames periódicos da próstata e isso se deve às campanhas realizadas pelo ministério da saúde e pela Sociedade Brasileira de Urologia”, avalia.

A.N.
26/01/2012