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Estelionatários paulistas tentam aplicar golpe no Medplan

Cadastrado em: 19/03/2005
  Estelionatários paulistas tentam aplicar golpe no Medplan

FIQUE ATENTO, POIS ISTO PODE TAMBÉM ACONTECER COM SUA EMPRESA: O Medplan sofreu, na manhã desta sexta-feira (18/03), tentativa de golpe aplicado por estelionatários paulistas.

Por volta das 11h40, uma pessoa identificada como Srª Mônica, funcionária do cartório do 1º ofício da cidade de Campinas-SP, ligou para o Medplan e a funcionária Ivanara Régis Brandão, do setor financeiro, foi informada de que às 16h daquele dia a empresa teria títulos protestados no valor de R$ 600,00.

A empresa que estaria solicitando o protesto seria a CBP (Central Brasileira de Publicidade), referente a um suposto contrato de publicidade que o Medplan teria feito. Ao ligar para a CBP, Ivanara foi informada de que a documentação referente ao título protestado estaria na empresa Executive Assessoria que, de acordo com a funcionária, trata-se de uma factoring que trabalha com títulos vencidos.

A funcionária do Medplan conseguiu o telefone da suposta factoring e ao ligar foi informada que toda a documentação estaria realmente no cartório do 1º ofício de Campinas, para sofrer protesto, caso o boleto não fosse quitado imediatamente. Ivanara, da diretoria do Medplan, entrou em contato com o Cartório do Iº Ofício de Campinas, e o tabelião (Dr. Roberto Meneses) informou não ter conhecimento da existência de tais títulos vencidos, enviados para protesto contra o Medplan.  

De acordo com o advogado Dr. João Leonardo M. Campos, trata-se de um golpe primário no qual, inadivertidamente, funcionários  fornecem dados cadastrais da empresa por via telefônica a interlocutores desconhecidos. De posse destes dados uma instituição fantasma emite cobranças bancárias contra sua empresa, e em seguida ligam ameaçando protesto judicial se o pagamento não for realizado imediatamente. Temendo problemas judiciais a empresa paga o boleto bancário, e só posteriormente descobre ter sido vítima de uma nova modalidade de golpe.  O caso já foi denunciado à Polícia Federal, onde fomos informados de que essa já é a quarta denúncia desse tipo na capital piauiense.

Portanto, se você trabalha na área financeira de alguma empresa, alerte a todos os seus colegas: 1. Nunca fornecer dados cadastrais da empresa por telefone (Razão social, número do CGC, etc); 2. Desconfiar de ligações de cartórios ou factorings ameaçando cobranças judiciais de títulos a vencer; 3. Conferir todos os boletos bancários enviados para sua empresa, com a nota de pedido e a nota fiscal de venda emitida pelo fornecedor.