Entenda como agem e qual a diferença entre Quimioterapia e Hormonioterapia
Cadastrado em: 14/07/2010
O nome quimioterapia geralmente é visto como algo que gera náuseas e mal estar,
mas ele faz parte do tratamento de câncer e ajuda na cura dos pacientes.
Atualmente, já existem muitos remédios que diminuem o enjôo causado pela
medicação, por isso, esta imagem desagradável tem diminuído. Além disso, os
tratamentos oncológicos pós-cirúrgicos não se restringem à quimioterapia. Na
Clínica Oncomédica, também é feito o tratamento chamado Hormonioterapia, que
realiza um bloqueio de possíveis hormônios "alimentadores" do
tumor.
O portal Oncomédica preparou informações sobre os dois tratamentos:
Quimioterapia:
A quimioterapia pode se dividir em dois tipos: Por uso de medicação citotóxica,
e por drogas alvo, entenda.
1)Por medicação Citotóxica: Ela age durante a multiplicação
celular, impedindo a proliferação das células. Desta forma, além das
células tumorais, também sofrem efeito da medicação, todas as outras células do
corpo em multiplicação, principalmente aquelas que se multiplicam com maior
rapidez, como da mucosa da boca, dos cabelos e das unhas, por isso que muitas
vezes os cabelos caem. Como as células tumorais se multiplicam bem
mais rápido que as outras células do corpo, elas são as mais
atingidas, resultando na redução do tumor.
2)Por Drogas alvo: São os anticorpos monoclonais. Modalidade de tratamento mais
recente. Atinge alvos moleculares específicos das células tumorais, poupando as
células sadias e trazendo menos efeitos adversos ao paciente.
Hormonioterapia
Alguns tipos de tumores têm seu crescimento estimulado por determinados hormônios
produzidos em nosso organismo. A hormonioterapia realiza um bloqueio
hormonal, ocasionando a redução do tumor. Exemplo é o bloqueio de
estrógeno e progesterona no câncer de mama. Neste caso, as reações
adversas consistem na falta destes hormônios, gerando sintomas de
menopausa.
A escolha do método:
Para a definição do método a ser usado no tratamento oncológico, o médico
precisa estudar o caso, já que cada tumor tem sua peculiaridade. Segundo a
oncologista clínica da Oncomédica, Dra. Vanessa Castelo Branco, "Mesmo
tumores do mesmo órgão têm características diferentes e respondem mais ou
menos a cada modalidade de tratamento, devendo a terapia ser individualizada
caso a caso."
O primeiro passo é fazer uma biópsia para análise anátomo-patológica, que pode
definir o tipo de tumor, e geralmente este diagnóstico precisa ser
complementado com imunohistoquímica, técnica que ajuda a identificar a
origem de um tumor e o benefício na utilização das várias terapias.
Felipe Pereira
14/07/2010
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