Cuide da Saúde com música!
Cadastrado em: 07/07/2006
Muita gente não sabe, mas a música, dentre suas inúmeras funções, também é usada com objetivos terapêuticos. É a chamada musicoterapia, que utiliza sons, ritmos e harmonias para trabalhar a comunicação e a expressão, a timidez, a coordenação motora e até mesmo para tratar stress, depressão, distúrbios do sono e da fala e pacientes psicóticos.
A musicoterapia consiste na execução de vários instrumentos, que são utilizados de acordo com a necessidade de cada tratamento. “O trabalho está fundamentado no chamado ‘ouvir ativo’, apesar de o núcleo da terapia ser o de tocar os instrumentos. Mas também não é necessário que o paciente saiba tocar um instrumento. O importante não é o senso estético da música e sim, o processo e o esforço para conseguir um movimento”, explica a psicóloga e musicoterapeuta Raquel Siqueira.
O fazer musical compreende a escuta, o canto, a execução de instrumentos, a movimentação corporal, entre diversas outras atividades, que envolvem o som e o movimento.A resposta do paciente ao tratamento, dependendo do caso, é quase que imediata.
Interação
O tratamento só pode ser realizado por um profissional graduado em musicoterapia. Ela não é uma terapia alternativa como muitos pensam. É uma intervenção terapêutica não-verbal, cujo objeto formal de estudo é o comportamento sonoro do indivíduo.
As sessões podem ser individuais ou em grupo, uma ou duas vezes por semana. Tudo irá depender do objetivo proposto para o processo terapêutico. “Antes de iniciar o tratamento, o paciente irá passar por algumas etapas de diagnóstico como entrevista inicial, ficha musicoterapêutica, testificação musical e por um teste projetivo sonoro musical”, explica Raquel.
Na entrevista inicial, a profissional obtém informações para o tratamento sobre “a história sonora” do paciente e a “queixa principal”. “Na segunda etapa nós colhemos dados sobre o mundo sonoro-musical do indivíduo, desde sua vida intra-uterina, suas preferências e recusas sonoras e musicais”, esclarece a especialista.
Na terceira etapa, a musicoterapeuta colhe dados da manifestação sonoro-musical. “O paciente irá tocar ou manipular o instrumento como desejar e qual desejar. E no teste projetivo sonoro musical, verificamos a reação do paciente em relação a determinadas músicas e sons, com significados simbólicos pré-estabelecidos”, diz Raquel.
Segundo a especialista, também são avaliadas as capacidades e habilidades corporais, motoras e cognitivas do paciente antes de concluir o diagnóstico inicial. O tratamento pode ser feito com gestantes, bebês, crianças, adolescentes, adultos e 3ª idade.
Fonte: Cyber Diet
Edição: A.C.L
10.07.2006
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