Vida Legal / Vida Legal

A corrida é um dos esportes mais democráticos que existem, sem distinção de faixa social, possui custo relativamente baixo, é uma das atividades mais eficientes para perda de peso e traz inúmeros benefícios à saúde. No entanto, se não for adequadamente praticada, pode se tornar um pesadelo para o iniciante.
Devido ao impacto gerado pelas passadas, a corrida pode provocar inúmeras lesões ósteoarticulares, tais como: fratura óssea de estresse, tendinite plantar, condromalácia de joelho, tendinite de íleo-tibial, hérnia de disco e outras. Para evitar ou mesmo amenizar algum problema já existente, alguns cuidados são obrigatórios, tais como:
Não comece a correr de repente: Antes de tornar a corrida uma prática regular, deve-fazer uma avaliação física que inclua exame clínico, exames bioquímicos (hemograma, dosagem de hormônios, colesterol, triglicérides, glicemia, uréia, cleatinina e etc) e, fundamental, exame ergoespirométrico. Esse último, além de avaliar as condições cárdio-respiratórias, dá uma ideia de como deve ser a intensidade dos treinos e em que zonas de batimento cardíaco.
Exercícios de fortalecimento: A musculação é a melhor opção de atividade física associada à corrida. Sua prática duas vezes por semana, em torno de uma hora, já é suficiente para deixar a musculatura forte para proteger as articulações. Todos os grupos musculares devem ser trabalhados e não só os membros inferiores.
Alongamento: Ajuda a elasticidade dos músculos e evita encurtamentos. Deve ser realizado antes e após o treino. Nunca alongar em demasia logo após a corrida. Como o indivíduo está quente, não percebe como eficiência o limite de alongamento e pode provocar estiramento.
Hidratação adequada: Isotônicos e água devem ser ingeridos antes e após os treinos e competições. Para percursos longos, deve-se ingerir em torno de 700 a 800 ml de água por hora durante a corrida e, se possível, um copo de isotônico ou gel de carboidrato a cada meia hora.
Boa alimentação: Para quem pretende levar uma vida mais saudável e perder peso com a corrida, é importantíssimo um acompanhamento com nutricionista. Alimentos gordurosos, açúcar, álcool em excesso e cigarro não combinam com esporte.
Orientação profissional: Para que os treinos sejam feitos de forma correta, segura e em sintonia com a individualidade de cada um, uma assessoria esportiva ou mesmo um “personal” qualificado é fundamental para ajustar o tipo e periodicidade dos treinos.
Regularidade: Correr só nos finais de semana é erro freqüente. A corrida, para ser eficaz, deve ser praticada três vezes por semana, de 40 minutos a uma hora, respeitando o desenvolvimento da forma física e objetivo pretendido. Manter a regularidade do descanso, dormindo em torno de oito horas por dia também ajuda muito o rendimento da corrida.
Enfim, são muitos os cuidados. Porém, se bem praticada, a corrida, uma vez incorporada na rotina, de forma regular, torna a vida muito mais saudável e mais feliz.
Dr. Robson Ferrigno
Membro titular do CBR e vice-presidente da Associação Latino Americana de Radioterapia
Enviada por JC.
Edição: A.N.
09/11/2011
Corrida: dicas para praticá-la bem
Cadastrado em: 09/11/2011
Devido ao impacto gerado pelas passadas, a corrida pode provocar inúmeras lesões ósteoarticulares, tais como: fratura óssea de estresse, tendinite plantar, condromalácia de joelho, tendinite de íleo-tibial, hérnia de disco e outras. Para evitar ou mesmo amenizar algum problema já existente, alguns cuidados são obrigatórios, tais como:
Não comece a correr de repente: Antes de tornar a corrida uma prática regular, deve-fazer uma avaliação física que inclua exame clínico, exames bioquímicos (hemograma, dosagem de hormônios, colesterol, triglicérides, glicemia, uréia, cleatinina e etc) e, fundamental, exame ergoespirométrico. Esse último, além de avaliar as condições cárdio-respiratórias, dá uma ideia de como deve ser a intensidade dos treinos e em que zonas de batimento cardíaco.
Exercícios de fortalecimento: A musculação é a melhor opção de atividade física associada à corrida. Sua prática duas vezes por semana, em torno de uma hora, já é suficiente para deixar a musculatura forte para proteger as articulações. Todos os grupos musculares devem ser trabalhados e não só os membros inferiores.
Alongamento: Ajuda a elasticidade dos músculos e evita encurtamentos. Deve ser realizado antes e após o treino. Nunca alongar em demasia logo após a corrida. Como o indivíduo está quente, não percebe como eficiência o limite de alongamento e pode provocar estiramento.
Hidratação adequada: Isotônicos e água devem ser ingeridos antes e após os treinos e competições. Para percursos longos, deve-se ingerir em torno de 700 a 800 ml de água por hora durante a corrida e, se possível, um copo de isotônico ou gel de carboidrato a cada meia hora.
Boa alimentação: Para quem pretende levar uma vida mais saudável e perder peso com a corrida, é importantíssimo um acompanhamento com nutricionista. Alimentos gordurosos, açúcar, álcool em excesso e cigarro não combinam com esporte.
Orientação profissional: Para que os treinos sejam feitos de forma correta, segura e em sintonia com a individualidade de cada um, uma assessoria esportiva ou mesmo um “personal” qualificado é fundamental para ajustar o tipo e periodicidade dos treinos.
Regularidade: Correr só nos finais de semana é erro freqüente. A corrida, para ser eficaz, deve ser praticada três vezes por semana, de 40 minutos a uma hora, respeitando o desenvolvimento da forma física e objetivo pretendido. Manter a regularidade do descanso, dormindo em torno de oito horas por dia também ajuda muito o rendimento da corrida.
Enfim, são muitos os cuidados. Porém, se bem praticada, a corrida, uma vez incorporada na rotina, de forma regular, torna a vida muito mais saudável e mais feliz.
Dr. Robson Ferrigno
Membro titular do CBR e vice-presidente da Associação Latino Americana de Radioterapia
Enviada por JC.
Edição: A.N.
09/11/2011
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