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Cirurgia na obesidade deve ser última medida

Cadastrado em: 23/05/2006
Cirurgia na obesidade deve ser última medida

A cada ano, o número de pessoas obesas se elevam. A obesidade é uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal, podendo acarretar doenças como colesterol e triglicérides elevado, diabetes, hipertensão arterial, entre outras

Através do IMC (Índice de Massa Corpórea) pode-se detectar o grau de obesidade do indivíduo. Aqueles que tem o IMC acima de 40kg/m² são classificadas como obesidade mórbida e, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica (SBCB), já existem mais de 1 milhão de obesos mórbidos em nosso país.

Nestes casos, o tratamento da obesidade, apenas com a reeducação alimentar e atividade física nem sempre é satisfatório, sendo necessário optar por outros métodos como a cirurgia de redução de estômago.

Para que a cirurgia seja indicada, é necessário que o paciente tenha o IMC igual a 40 kg/m² ou estar com IMC maior que 35kg/m² com doenças relacionadas.

Os tratamentos para esse tipo de situação, no entanto não envolvem apenas a cirurgia. É importante que o paciente tenha uma avaliação detalhada, com uma equipe multidiscilpinar composta por médicos, nutricionista, psicólogo e demais profissionais de saúde antes da indicação da cirurgia.

Mesmo com a possibilidade da intervenção cirúrgica, existe um consenso entre os médicos, de que a cirurgia sempre será a última alternativa para o tratamento da obesidade. Assim, a indicação para o tratamento cirúrgico deve ocorrer quando a dieta e o medicamento não foram eficientes.

A cirurgia deve ser realizada apenas em casos extremos, quando os outros métodos, como reeducação alimentar, atividade física e ingestão de medicamentos não surtirem efeito.

Existem muitas pessoas que visualizam a cirurgia de redução de estômago como a solução de seus problemas, porém a cirurgia sempre será a última alternativa para o tratamento da obesidade. Após o processo cirúrgico, haverá modificações no organismo que podem causar intercorrências como desnutrição e deficiência de nutrientes, entre tantos outros. Avalie sempre a relação custo/benefício e pense bem.

Por Pedro Jansen