Tratamento / Gênero

Câncer incide de maneira diferente em homens e mulheres

Cadastrado em: 13/11/2008
Câncer incide de maneira diferente em homens e mulheres
O câncer incide em homens e mulheres, mas a doença costuma atacar os gêneros de maneira diferente.

Segundo Fernanda Peria, oncologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, enquanto os homens estão mais expostos aos fatores de risco, como tabaco e alcoolismo, as mulheres sofrem com a falta de diagnóstico precoce.

A especialista não desconsidera que o número de mulheres fumantes tenha aumentado muito nos últimos anos, mas destaca que elas ainda tendem a ser mais saudáveis do que os homens, já que estes demoram mais a procurar um médico, por exemplo.

Dados demonstram que os tipos de câncer com maior incidência variam de acordo com o sexo do indivíduo. Nas mulheres, a incidência maior é de câncer de mama, colorretal e pulmão. Já nos homens, os mais comuns são o câncer de próstata, de pulmão e de colorretal.

Vítimas

Os homens são as maiores vítimas do câncer no Brasil. O número de óbitos por câncer de próstata, por exemplo, é preocupante, mas pode ser consideravelmente diminuido com a realização de exames de prevenção. O preconceito masculino em relação ao exame de toque, o desconhecimento do próprio corpo e os hábitos de vida inadequados são os principais violões.

“O exame de toque é o principal aliado no diagnóstico precoce da doença”, diz Fernanda Peria.

Cura

De acordo com o radiologista Harley Francisco de Oliveira, tanto o câncer de próstata como o câncer de mama, que tanto preocupam homens e mulheres, são tipos de doença que apresentam grandes chances de cura.

“Homens e mulheres com idade acima de 40 anos devem fazer os exames preventivos, de toque no caso da próstata, e mamografia periodicamente. E aqueles que tiveram casos de doença na família devem estar atentos a partir dos 35 anos”, recomenda Oliveira.

Mas um alerta especial para as mulheres: Embora as campanhas de prevenção ao câncer de mama incentivem o auto-exame dos seios, os especialistas alertam que só isso não é garantia do diagnóstico precoce da doença. O auto-exame só detecta tumores a partir de quatro centímetros. “O ideal é que o exame seja feito por um profissional e também através da mamografia”, ressalta Oliveira.

Fonte: A Cidade
Edição: Clarissa Poty
13.11.2008