Busca por tratamento alternativo pode retardar acompanhamento médico
Cadastrado em: 03/12/2008
Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA) a previsão é de que em 2008 cerca de 460 mil brasileiros enfrentariam o câncer. Um número alto e crescente. Dentro desse contexto, existe um aspecto bastante preocupante para os médicos: o uso pelos pacientes da terapia complementar com substâncias sem efeito curativo comprovado cientificamente.
Considerada uma doença bastante agressiva, o Câncer, quando detectado, precisa ter seu tratamento iniciado imediatamente. No entanto, uma prática comum e perigosa é o retardamento do início desse acompanhamento pelos pacientes, que muitas vezes preferem, antes, recorrer ao uso de substâncias alternativas e receitas caseiras sem efeito curativo comprovado.
Segundo o médico Pedro Henrique Araújo de Souza, especialista em oncologia clínica, o uso de substâncias sem indicação médica pode ocasionar vários problemas, como atraso no tratamento e até a morte. Ainda de acordo com ele, não é incomum um paciente chegar ao consultório já utilizando algum tipo de tratamento não indicado.
Os riscos para quem mistura qualquer substância contra indicada – como ervas, chás e outros compostos - em um caso de tratamento de câncer são muitos, já que os tratamentos utilizados na cura do problema são bastante variados, como cirurgia, quimioterapia, imuno-terapia e radioterapia, dentre outros. Por isso o consumo de qualquer substância deve ser controlado pelo médico, para evitar interações perigosas, entre a substância natural e a fórmula dos medicamentos, que possam provocar reações tóxicas em um organismo que já está fragilizado pela doença e pelos efeitos colaterais do tratamento médico.
“O paciente precisa entender que o primeiro passo para quem descobre uma doença como o câncer é iniciar o tratamento junto com o acompanhamento médico. O uso do tratamento complementar sem indicação pode agravar um quadro que ainda estava em um estágio inicial e atrapalhar um tratamento”, diz o médico, que ressalta que alguns destes tratamentos alternativos não estão totalmente excluídos, mas devem ser
apresentados ao médico antes de serem iniciados.
Fonte: Infonet
Edição: Clarissa Poty
03.12.2008
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