Tratamento / Alternativas

Avanços da medicina auxiliam pacientes com câncer de próstata

Cadastrado em: 27/09/2007
Avanços da medicina auxiliam pacientes com câncer de próstata

Ao ser diagnosticado com câncer próstata, além do temor pela doença, o homem também costuma ficar preocupado com a preservação de suas funções sexuais. Após uma cirurgia de remoção de próstata, seria possível retomar uma vida normal?

Graças aos avanços da medicina a resposta para essa pergunta, muitas vezes, pode ser afirmativa. Atualmente estão disponíveis alternativas que possibilitam a preservação da função erétil do paciente mesmo após a prostatectomia radical (remoção da próstata em razão da presença de um tumor).
 
Há alguns anos atrás, esse tipo de procedimento cirúrgico levava, quase sempre, à impotência. “Isso ocorria porque a próstata se localiza em uma região repleta de estruturas neurológicas e vasculares que influenciam na ereção. No processo cirúrgico de remoção do órgão, essas estruturas podem ser lesionadas, gerando a impotência”, explica o urologista e andrologista Carlos Henrique Ferreira, da Med Imagem.

Mas o especialista destaca que o surgimento de novos equipamentos possibilitaram a realização de cirurgias de remoção de próstata menos invasivas. “Hoje, com a videolaparoscopia (cirurgia por vídeo) é possível, em muitos casos, remover a próstata sem que para isso seja necessário atingir as estruturas neurológicas e vasculares ligadas à ereção”, garante.

Mesmo quando, em razão do quadro do paciente, é impossível evitar que essas estruturas sejam atingidas durante a cirurgia, já estão disponíveis tratamentos que permitem a recuperação dessa função erétil parcialmente perdida.

“Tratamentos como fisioterapia sexual e a utilização de medicamentos vasodilatadores, podem recuperar as funções sexuais de muitos desses pacientes”, frisa o médico.

Todas estas opções médicas - e outras mais - estão disponíveis para auxiliar, mas o paciente também precisa ajudar, principalmente, para o diagnóstico da presença do câncer. “É muito importante que o homem, a partir dos 40 anos, realize o exame de próstata”, destaca Carlos Henrique.

O diagnóstico precoce é fator relevante para o sucesso de qualquer tratamento. No caso do câncer de próstata, se não diagnosticado e tratado adequadamente, a doença pode se espalhar para outros tecidos, ocorrendo a mestástase.

“Cada caso exige um tratamento, mas o diagnóstico rápido faz toda a diferença. Avaliando o paciente, o médico poderá estabelecer alternativas possíveis para trabalhar na preservação da função sexual, quando a prostatectomia radical for a opção de tratamento”, finaliza Carlos Henrique.

C.P
27.09.2007