As perspectiva das mulheres no mercado de trabalho
Cadastrado em: 27/03/2006
Graças à nossa pesquisa "A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros – Edição 2005" junto a 31 mil executivos, temos uma fartura de informações que mostram, em geral, uma perspectiva muito boa para as mulheres, mas com algumas exceções.
Os homens que se cuidem porque as mulheres estão entrando com tudo no mercado de trabalho de forma galopante, tomando o lugar dos homens! Nos últimos dez anos, sua participação dobrou! Elas representam 17,5% dos presidentes, 23% dos diretores e 26% dos gerentes; quando chegamos aos cargos de encarregados e coordenadores, 49% são mulheres, empatando com os homens.
As mulheres causam uma concorrência desleal! Os empresários pagam às mulheres, em média, 10,04% menos que os homens. Nesse momento, as mulheres seguramente estão pensando que essa diferença não é justa, mas elas têm que entender que são um produto novo no mercado de trabalho e que para tomar o lugar dos homens precisam oferecer vantagens.
A boa notícia para as mulheres é que, com o esforço e a vontade que têm de trabalhar, estão sendo reconhecidas pelas empresas e promovidas aos níveis de supervisor, gerente e diretor bem mais cedo que os homens. Em média, atingem os cargos de gerente e diretor três a quatro anos mais jovens.
Agora chegamos à parte triste: as grandes empresas discriminam contra as mulheres! Sistematicamente, a porcentagem de mulheres nos cargos cai com o tamanho da empresa. Seguramente você não está acreditando, por isso apresento a tabela de dados que foram extraídos do Cadastro Catho, com mais de 400 mil executivos, que mostra a porcentagem de mulheres nos cargos vis-à-vis o tamanho da empresa:
Tamanho da empresa X % mulheres por cargo
|
Empresa acima e 1.500 funcionários |
Empresa de 701 a 1.500 funcionários | Empresa de 201 a 700 funcionários | Empresa de 50 a 200 funcionários |
Empresa abaixo de 50 funcionários | |
|
Presidente |
8,92% |
10,85% | 11,56% |
14,55% |
22,22% |
|
V.Presidente |
8,11% | 9,59% | 13,29% |
17,51% |
22,65% |
| Diretor | 14,46% | 15,55% | 17,79% |
20,69% |
28,68% |
| Gerente | 19,35% |
19,79% |
21,47% |
25,83% |
36,06% |
| Supervisor |
31,12% |
33,16% |
34,95% |
40,78% |
50,00% |
| Chefe | 29,72% |
34,76% |
34,51% |
40,60% |
44,94% |
| Encarregado | 40,86% | 37,72% | 43,62% | 50,37% |
55,40% |
| Coordenador | 41,14% |
44,18% |
45,05% | 52,17% |
58,80% |
Passemos a explorar algumas possíveis razões pelas quais a mulher ganha 10,04% menos que o homem. Nossa pesquisa mostrou que, em média, a mulher trabalha três horas menos por semana que o homem. Claro que talvez exista aquela explicação: o marido está em casa esperando o jantar!
O segundo motivo que pode justificar essa diferença é que as mulheres são mais avessas aos riscos que os homens. A porcentagem da remuneração variável da mulher é bem menor que a do homem. Em geral, assumir riscos não é do agrado das mulheres...
A última razão é porque elas não são propícias à mudanças. Em geral, 31% dos homens já mudaram de cidade por causa do empregador comparado com apenas 12% das mulheres. Essa mudança, normalmente, causa um belo aumento de salário.
A mulher está avançando muito rapidamente no mercado de trabalho e há muitos fatores positivos mostrando seu excelente desempenho e contribuição no meio empresarial. Ano a ano as pesquisas do Grupo Catho têm mostrado a sua maior participação no mercado de trabalho e que a diferença entre a remuneração do homem e da mulher está diminuindo. A previsão para o futuro é que daqui a 20 anos, seguramente, as mulheres representarão quase 50% dos presidentes de empresas...
Por quê?
Porque hoje elas representam 49% dos supervisores, que são os futuros presidentes.
Por Thomas A. Case, Ph.D.
Fundador do Grupo Catho
Fonte: Catho Online
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