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“Aqui eu nem lembro da doença”, afirma cliente participante do Projeto Recriar

Cadastrado em: 01/07/2010
 “Aqui eu nem lembro da doença”, afirma cliente participante do Projeto Recriar

O projeto Recriar da Clínica Oncomédica completa cinco anos em 2010. As atividades semanais realizadas tradicionalmente às sextas-feiras transportam os clientes em tratamento de câncer para um universo totalmente diferente do ambiente hospitalar, onde eles geralmente freqüentam para fazer algum tipo de procedimento médico, como radioterapia e quimioterapia.

Eles são levados para passeios em pontos turísticos de Teresina, visitas e museus, e até indústrias, mas a atividade mais comum é o artesanato. Segundo a terapeuta ocupacional, Haberlandy Rego, um artesão é convidado para mostrar um tipo de arte e instigar a criatividade dos participantes. “Hoje nós estamos fazendo uma oficina de palitos de picolé. Não trouxemos nenhum convidado, mas eu mostrei ideias de como se fazer arte com palitos e as deixei livres para usarem suas capacidades inventivas”.

Os encontros são realizados todas as sextas, mas nesta semana, foi feito nesta quinta, dia 1º, por conta do jogo do Brasil contra a Holanda, que acontece nesta sexta, dia 2, às 11 horas da manhã. “Por conta desta mudança, tivemos um grupo menor, com 10 pacientes, mas mesmo assim, elas estão super animadas com a atividade” conta a terapeuta.

Lílian de Oliveira não falta as atividades do Projeto Recriar
Lílian de Oliveira não falta as atividades do Projeto Recriar
 Para a psicóloga da Oncomédica, Janua Jansson, que participa dos encontros, “o projeto Recriar favorece a auto estima, o humor, a disposição e desenvolve uma convivência bastante saudável entre os pacientes e até familiares, que usualmente participam”. Ela conta que hoje só vieram mulheres, e que se mostraram habilidade com a tinta, a cola, o pincel, e o palito.

 Lílian de Oliveira descobriu um câncer no seio há dois anos e faz o tratamento na Oncomédica. “No início, quando fui submetida à quimio e e radio, me sentia fraca para vir para o Recriar, mas há um ano me sinto disposta e venho todas as sextas. Todo mundo sabe lá em casa que nas manhãs de sexta-feira meu compromisso é com o projeto. Aqui eu nem lembro da doença”, explica Dona Lílian.

Felipe Pereira

01/07/2010