Adultos precisam ter cuidado ao escolher brinquedos para crianças
Cadastrado em: 14/12/2011
Recomenda-se que a pessoa observe o selo de segurança do Inmetro e a indicação adequada para a faixa etária da criança. O ideal é que crianças menores não brinquem com os brinquedos das mais velhas. No Natal, entre os produtos mais procurados, este ano, como sempre, estão eles: os brinquedos. Mas cuidado: escolha o presente de acordo com a idade das crianças.
Pedro, de 8 anos, já sabe que brincar com qualquer objeto na boca pode ser um risco. Ele viu um primo engolir um brinquedo. “Ele engoliu um negocinho de uma casinha. Ele ficou engasgado, e minha tia tentou ajudar para tirar esse negócio da boca dele”, contou.
A médica Paula Peruzzi, especialista em endoscopia pediátrica, guarda objetos que já foram extraídos de esôfagos, estômagos ou intestinos de crianças de até 8 anos de idade.
“Teve o caso de uma criança com seis horas só de ingestão de uma bateria. Ela teve uma complicação, já com necrose da parede do esôfago. Essa criança ficou três dias com essa bateria no esôfago. O problema são, com frequência, os brinquedos que são desmontados, como a pecinha de um boneco. Uma criança engoliu e foi parar no estômago”, lembra a doutora.
Recomenda-se que, na hora da compra, a pessoa observe se na embalagem vem o selo de segurança do Inmetro e também a indicação adequada para a faixa etária da criança. O ideal, segundo os especialistas, é que crianças menores não brinquem com os brinquedos das mais velhas, para evitar a possibilidade de acidentes.
“Tem que ficar atenta, tem que avisar. Tem que evitar, principalmente, aquilo que é perigoso”, conta uma mãe.
“Ou a gente evita de dar brinquedos com pecinhas muito miúdas ou fica junto, não tem jeito. Tem que explicar sempre, não tem jeito. E na idade que eles estão, sempre colocando alguma coisa na boca, eu acho que a gente tem de estar sempre de olho, sempre olhando, sempre por perto”, orienta.
“É importante que os pais supervisionem, a maior parte desses acidentes acontecem dentro de casa. Não é nem na escola, na creche, onde tem uma supervisão maior. Mas dentro de casa”, explica.
Fonte: Bom Dia Brasil
Edição: F.C.
14.12.2011
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