Equipe / Entrevista

Victor Hugo Lopes: a importância do farmacêutico no tratamento do câncer

Cadastrado em: 20/06/2011
Em uma clínica oncológica, um dos serviços essenciais é com relação aos cuidados nos procedimentos quimioterápicos. Esta atenção vai desde a aquisição dos medicamentos, passando pelo processo de armazenamento, manipulação e checagem antes de ser administrado no paciente. Para isto, é necessária a presença de um profissional habilitado para coordenar todo este processo, que é o farmacêutico.

Victor Hugo Lopes de Andrade é quem cuida deste setor tão importante da Oncomédica. Formado em Bacharelado em Farmácia pela Universidade Federal do Piauí , teve ampla experiência em farmácia hospitalar durante sua jornada acadêmica, inclusive em um grande centro de tratamento de câncer do Piauí.

O portal Oncomédica fez uma breve entrevista com o profissional sobre a importância da figura do farmacêutico durante o processo de tratamento do câncer.
 
Como chegou a Oncomédica?

Durante a graduação sempre estagiei no âmbito hospitalar, por isso me interessei por essa área. Após a formatura, procurei logo um serviço de saúde que me permitisse continuar nessa linha. Foi então que procurei a Oncomédica para deixar meu currículo e participei do processo seletivo com sucesso.
 
Qual o papel do farmacêutico no tratamento oncológico?

O trabalho do farmacêutico em uma clínica oncológica começa na manipulação, passando pela assistência e atenção ao paciente oncológico. Muitas pessoas pensam que o farmacêutico só fica na sala manipulando, mas essa concepção é equivocada. O farmacêutico participa ativamente da assistência ao paciente. Além disso, ele é responsável pela gestão de estoque; pelos procedimentos de recebimento, transporte, armazenamento e conservação dos medicamentos; análise da prescrição médica, cálculo de doses, escolha dos diluentes e embalagens adequadas; gerenciamento e manejo dos resíduos de risco; organização da área física, equipamentos de proteção individual e coletiva e dentre outros.

Qual a importância da figura do farmacêutico para o paciente?

Essa concepção vem mudando gradualmente, pois o farmacêutico a cada dia tem um papel mais voltado à assistência e à atenção ao paciente. Existe uma frase dita por um profissional da área, de que não somos apenas o profissional do medicamento, mas sim, o profissional do paciente em uso de medicamento. Enfim o profissional farmacêutico é uma das fontes de informação do paciente oncológico. Se o paciente tiver dúvidas sobre reações adversas, interações medicamentosas, ou qualquer característica de determinado medicamento, ele pode e deve recorrer a este profissional.

Como a experiência na Oncomédica está contribuindo para o seu crescimento profissional?

Trabalhar na Oncomédica está me possibilitando adquirir noções fundamentais sobre  manipulação de quimioterápicos, protocolos terapêuticos, informações relevantes sobre os medicamentos como posologia, reações adversas e interações medicamentosas. Isso sem dúvida vai me ajudar muito em um mestrado e em uma prova de títulos futuramente.

No que o trabalho do farmacêutico da Oncomédica se diferencia com relação aos outros hospitais?

Acredito que começa pela equipe, que é muito integrada, ou seja, tanto o farmacêutico como o restante da equipe interage mais com o paciente. O tratamento aqui é muito humanizado e a nós sentimos isso refletido no carinho que os pacientes demonstram. Outro ponto muito interessante é o constante aprendizado. Frequentemente, toda equipe recebe treinamentos sobre vários temas, a fim de nos manter atualizados e priorizar a manutenção da qualidade na assistência.
 
Quais são os seus projetos profissionais?

Quero aproveitar a oportunidade que estou tendo nesta área e me especializar em farmácia oncológica. A Sociedade Brasileira de Farmacêuticos em Oncologia (Sobrafo), lança a cada dois anos uma prova para os profissionais, e são necessários no mínimo três anos de experiência nos últimos cinco anos para concorrer ao título de especialista. Também me interesso muito pela área de nutrição parenteral, que consiste no fornecimento, por via intravenosa, de nutrientes essenciais, tais como carboidratos, lipídeos, proteínas, vitaminas, eletrólitos e oligoelementos.

E no seu tempo livre, o que gosta de fazer?

Eu sou muito caseiro, então no meu tempo livre gosto de ver TV, filmes e futebol. Também aproveito para estudar, já que a oncologia, assim como qualquer outra área, exige atualização constante.

A.N.

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