Equipe / Entrevista
A médica Suilane Ribeiro é oncologista clínica e passa a integrar a equipe da Oncomédica. Formada em Medicina pela Universidade Estadual do Piauí, ela traz a experiência na área obtida em grandes centros médicos do país para Teresina.
A especialista fez residência em Clínica Médica na Escola Paulista de Medicina e residência em Oncologia Clínica no Hospital das Clínicas em São Paulo. Trabalhou como assistente no Instituto do Câncer da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP e no centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês, na mesma capital.
Recentemente, esteve em Paris, na França, fazendo especialização no Hospital Saint Antoine, no serviço do Professor de Gramont, que desenvolveu os mais atuais tratamentos utilizados no tratamento do câncer de cólon.
Atualmente, a oncologista se divide entre Teresina e São Paulo, onde está dando andamento ao seu doutorado pela Faculdade de Medicina da USP. Suilane Ribeiro foi ainda co-editora do Manual de Oncologia da USP, que padroniza as condutas adotadas na faculdade e nas unidades do Serviço Único de Saúde - SUS de SP.
Para falar um pouco de sua carreira e projetos, Suilane Ribeiro concedeu uma entrevista ao portal Oncomédica. Confira!
Como se deu a escolha pela Oncologia?
A oncologia é uma área nova que envolve muita pesquisa e tecnologia, na qual o paciente está muito fragilizado e na qual a relação médico-paciente é mais próxima. O médico está bem presente na vida destes pacientes. Você realmente faz diferença na vida do paciente e por isso decidi seguir este caminho.
Como a sra. chegou a Oncomédica com tantas atividades em São Paulo?
Eu sou de Teresina, minha família é de Teresina, meu marido é de Teresina. O que me fez voltar foi a família e a vontade viver em uma cidade tranqüila como essa. Quanto a Oncomédica, eu já havia ouvido falar na clínica quando eu ainda era residente e estava começando. Eu vim, conversei com a Dra. Nilshelena Bezerra, conheci o serviço e já havia gostado bastante da estruturação e da abordagem que é feita aos pacientes. Eu vejo que aqui os pacientes são bem confortados, desde a recepção até a sala de quimioterapia. Como eu conheço outros serviços, eu vejo que o que é oferecido aqui é realmente diferenciado, feito com qualidade. As pessoas trabalham priorizando a qualidade e existe uma grande união entre os médicos, enfermeiros e demais membros da equipe. Isso é um bom ambiente de trabalho e permite que a gente desenvolva aquilo que aprendemos fora.
Como está conciliando o trabalho na Oncomédica com sua pesquisa?
No período em que eu estou fora, meus colegas de pesquisa me ajudam a conduzir os pacientes que estão em andamento da minha tese, que é um estudo prospectivo de pacientes com câncer de canal anal. Estamos comparando o uso de algumas drogas com radioterapia. Eu estou indo semanalmente pra ver o andamento do estudo e posteriormente uma vez ao mês até a conclusão do estudo clínico.
Qual a diferença entre a Oncomédica e os demais hospitais?
Por tudo que já ouvi de outras pessoas e pelo que pretendo fazer, a Oncomédica tem mais a ver com o que eu aprendi e com o que eu pretendo aplicar daqui pra frente. Aqui é local que mais se adéqua às minhas preferências, que são a qualidade, prioridade ao conforto do paciente e o carinho. Acho que isso é o principal.
Qual foi a sua maior realização como Oncologista?
Acho que é tudo. O convívio com os pacientes, poder ver pacientes ganhando qualidade de vida, se curando e respondendo bem ao tratamento. Em outros casos, mesmo que não consigamos a cura; aliviar o sofrimento e dar conforto pra família. Além disso, eu gosto muito da parte acadêmica, pois os tratamentos só evoluem com pesquisa, o que é crucial para o tratamento oncológico. Contribuir pra isso também é muito gratificante.
Trabalhar com Oncologia exige um grande preparo emocional e psicológico. Como a sra. lida com esse desafio?
Nós sempre vamos ter vitórias com os nossos pacientes, e também derrotas. Na verdade, estas derrotas não são derrotas, pois é preciso ver o outro lado. O paciente não se curou, mas conseguimos dar conforto e tranqüilidade pra família naquele momento. É muito difícil perder um paciente. Você fica triste, mas é necessário aprender a lidar com esse sentimento, pois há outros pacientes que estão vivos e que precisam da sua ajuda e você precisa estar bem para ajudá-las. Então fazemos o melhor possível. Mesmo quando o resultado não é aquilo que pretendíamos, sabemos que ajudamos e isso nos ajuda a continuar fazendo nosso trabalho.
Com a conclusão do doutorado, quais são seus próximos projetos?
Pretendo ingressar na carreira acadêmica aqui em Teresina, pois é uma coisa que eu gosto muito de fazer. Mas vou fazer isso junto com a assistência aos pacientes. Gosto muito da atividade acadêmica, mas não vou deixar a área clínica de lado.
Rápidas:
No tempo livre, você...Eu faço atividade física duas vezes na semana e gosto bastante de ler.
Um Livro: A morte de Ivan Ilith, de Tolstoi
Hobby: Tocar piano
Lema: Fazer pelos outros o que eu gostaria que fizessem por mim
Cuidar é... Dar apoio, carinho, conforto e também dar orientação e disponibilidade aos pacientes.
A.N.
Suilane Ribeiro fala sobre os desafios da Oncologia
Cadastrado em: 22/06/2011
A especialista fez residência em Clínica Médica na Escola Paulista de Medicina e residência em Oncologia Clínica no Hospital das Clínicas em São Paulo. Trabalhou como assistente no Instituto do Câncer da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP e no centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês, na mesma capital.
Recentemente, esteve em Paris, na França, fazendo especialização no Hospital Saint Antoine, no serviço do Professor de Gramont, que desenvolveu os mais atuais tratamentos utilizados no tratamento do câncer de cólon.
Atualmente, a oncologista se divide entre Teresina e São Paulo, onde está dando andamento ao seu doutorado pela Faculdade de Medicina da USP. Suilane Ribeiro foi ainda co-editora do Manual de Oncologia da USP, que padroniza as condutas adotadas na faculdade e nas unidades do Serviço Único de Saúde - SUS de SP.
Para falar um pouco de sua carreira e projetos, Suilane Ribeiro concedeu uma entrevista ao portal Oncomédica. Confira!
Como se deu a escolha pela Oncologia?
A oncologia é uma área nova que envolve muita pesquisa e tecnologia, na qual o paciente está muito fragilizado e na qual a relação médico-paciente é mais próxima. O médico está bem presente na vida destes pacientes. Você realmente faz diferença na vida do paciente e por isso decidi seguir este caminho.
Como a sra. chegou a Oncomédica com tantas atividades em São Paulo?
Eu sou de Teresina, minha família é de Teresina, meu marido é de Teresina. O que me fez voltar foi a família e a vontade viver em uma cidade tranqüila como essa. Quanto a Oncomédica, eu já havia ouvido falar na clínica quando eu ainda era residente e estava começando. Eu vim, conversei com a Dra. Nilshelena Bezerra, conheci o serviço e já havia gostado bastante da estruturação e da abordagem que é feita aos pacientes. Eu vejo que aqui os pacientes são bem confortados, desde a recepção até a sala de quimioterapia. Como eu conheço outros serviços, eu vejo que o que é oferecido aqui é realmente diferenciado, feito com qualidade. As pessoas trabalham priorizando a qualidade e existe uma grande união entre os médicos, enfermeiros e demais membros da equipe. Isso é um bom ambiente de trabalho e permite que a gente desenvolva aquilo que aprendemos fora.
Como está conciliando o trabalho na Oncomédica com sua pesquisa?
No período em que eu estou fora, meus colegas de pesquisa me ajudam a conduzir os pacientes que estão em andamento da minha tese, que é um estudo prospectivo de pacientes com câncer de canal anal. Estamos comparando o uso de algumas drogas com radioterapia. Eu estou indo semanalmente pra ver o andamento do estudo e posteriormente uma vez ao mês até a conclusão do estudo clínico.
Qual a diferença entre a Oncomédica e os demais hospitais?
Por tudo que já ouvi de outras pessoas e pelo que pretendo fazer, a Oncomédica tem mais a ver com o que eu aprendi e com o que eu pretendo aplicar daqui pra frente. Aqui é local que mais se adéqua às minhas preferências, que são a qualidade, prioridade ao conforto do paciente e o carinho. Acho que isso é o principal.
Qual foi a sua maior realização como Oncologista?
Acho que é tudo. O convívio com os pacientes, poder ver pacientes ganhando qualidade de vida, se curando e respondendo bem ao tratamento. Em outros casos, mesmo que não consigamos a cura; aliviar o sofrimento e dar conforto pra família. Além disso, eu gosto muito da parte acadêmica, pois os tratamentos só evoluem com pesquisa, o que é crucial para o tratamento oncológico. Contribuir pra isso também é muito gratificante.
Trabalhar com Oncologia exige um grande preparo emocional e psicológico. Como a sra. lida com esse desafio?
Nós sempre vamos ter vitórias com os nossos pacientes, e também derrotas. Na verdade, estas derrotas não são derrotas, pois é preciso ver o outro lado. O paciente não se curou, mas conseguimos dar conforto e tranqüilidade pra família naquele momento. É muito difícil perder um paciente. Você fica triste, mas é necessário aprender a lidar com esse sentimento, pois há outros pacientes que estão vivos e que precisam da sua ajuda e você precisa estar bem para ajudá-las. Então fazemos o melhor possível. Mesmo quando o resultado não é aquilo que pretendíamos, sabemos que ajudamos e isso nos ajuda a continuar fazendo nosso trabalho.
Com a conclusão do doutorado, quais são seus próximos projetos?
Pretendo ingressar na carreira acadêmica aqui em Teresina, pois é uma coisa que eu gosto muito de fazer. Mas vou fazer isso junto com a assistência aos pacientes. Gosto muito da atividade acadêmica, mas não vou deixar a área clínica de lado.
Rápidas:
No tempo livre, você...Eu faço atividade física duas vezes na semana e gosto bastante de ler.
Um Livro: A morte de Ivan Ilith, de Tolstoi
Hobby: Tocar piano
Lema: Fazer pelos outros o que eu gostaria que fizessem por mim
Cuidar é... Dar apoio, carinho, conforto e também dar orientação e disponibilidade aos pacientes.
A.N.
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