Rivaldo Lira: o enfermeiro também participa do tratamento oncológico
Cadastrado em: 25/09/2007
No tratamento de doenças como o câncer o médico não trabalha sozinho. Além da ajuda do próprio paciente oncológico e de sua família, ainda é necessário todo um suporte de psicólogos e de outras especialidades da área de saúde, como a fisioterapia e, também, como não poderia deixar de ser, o apoio de uma equipe de enfermagem.
A equipe de enfermagem tem uma atuação fundamental no acompanhamento do paciente que está sendo submetido à quimioterapia. Na Oncomédica, esse trabalho é coordenado pelo enfermeiro Rivaldo Lira Filho, de 27 anos. Formado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), ele atua tanto na prática direta da enfermagem como no repasse de conhecimentos teóricos. Isso porque, quando não está acompanhando os clientes da Oncomédica, Rivaldo também é professor no curso de enfermagem da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).
Integrante da equipe de profissionais da Oncomédica desde a fundação da clínica, Rivaldo Lira concedeu a seguinte entrevista para o nosso Portal:
Portal Oncomédica – Qual o papel do enfermeiro no tratamento do paciente oncológico?
Nosso trabalho vai desde acolher o paciente no início do tratamento até coordenar a atuação da equipe de enfermagem para que a execução do que o médico propôs seja seguida corretamente. Nós trabalhamos diretamente com os pacientes que recebem tratamento quimioterápico. Isso envolve a realização de uma consulta prévia com o mesmo, relatando todos os efeitos colaterais pós-quimioterapia e a própria administração da quimioterapia, fazemos todo o acompanhamento do paciente enquanto ele recebe esse tratamento.
Portal Oncomédica – Dentro deste trabalho, qual a relação que deve se estabelecer entre enfermeiro e médico?
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| Rivaldo e a oncologista Nilshelena Bezerra |
Portal Oncomédica – E como se estabelece relação entre enfermeiro e paciente?
O suporte que o enfermeiro dá ao paciente começa desde a consulta de enfermagem. Quando nós explicamos os possíveis efeitos da quimioterapia e esclarecemos as dúvidas do paciente. Isso é muito importante. O enfermeiro deve tentar acolher o paciente para que ele se sinta mais seguro em relação ao tratamento. É nosso papel acabar com os mitos que envolvem a quimioterapia e o tratamento oncológico, informar ao paciente, desmistificar o câncer.
Portal Oncomédica – Você sempre pensou em trabalhar na área de oncologia?
Na verdade, posso dizer que a oncologia me achou. Quando me formei em enfermagem, fui trabalhar em um hospital e lá tive contato com pacientes oncológicos, fui para o setor de quimioterapia e adquiri essa experiência. Acabei me interessando e me aprofundando nessa área. Depois, surgiu essa oportunidade ótima de vir para a Oncomédica.
Portal Oncomédica – A Oncomédica mantém um grupo terapêutico só para o seu corpo clínico e funcionários. Como o grupo tem lhe ajudado no trabalho que você desenvolve na clínica?
O grupo nos dá a oportunidade de trocar experiências com os colegas da clínica e colocar nossa vivência, as dificuldades que temos de superar no dia-a-dia de um trabalho que envolve muita carga emocional. Além disso, é uma oportunidade de conhecer melhor os colegas de trabalho.
Portal Oncomédica – Além do trabalho na Oncomédica, você também é professor na Universidade Estadual do Maranhão, em Caxias. Quando sobra um tempo vago, o que você gosta de fazer?
Adoro computador e jogos de videogame. Passo grande parte das minhas horas vagas na internet.
Rápidas
Cuidar é... participar do tratamento
Uma música: gosto de várias músicas atuais. Me lembro agora de Independência, do Capital Inicial.
Um livro: Helena, de Machado de Assis.
Um hobby: jogar basquete
Um plano: fazer meu mestrado e doutorado.
Clarissa Poty
12.09.2007
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