Dra. Nilshelena Bezerra: O bom oncologista está próximo do paciente
Cadastrado em: 25/09/2007
Uma clínica exclusiva para o tratamento e o acompanhamento de pessoas com diagnóstico de câncer. A Oncomédica foi inaugurada em 2005, a partir de um trabalho em equipe, planejado pela oncologista Nilshelena Bezerra. Quando veio de Recife para a capital piauiense, a médica, hoje com 30 anos, não imaginava que estaria contribuindo com a criação de um serviço de oncologia com o nível de qualidade que tem a Oncomédica.
Nilshelena mudou-se para Teresina em 2004, atendendo a um convite do Grupo Med Imagem. No início, a idéia era acrescentar a oncologia ao conjunto de especialidades médicas que a Med Imagem disponibiliza para seus clientes. Mas o plano original tomou novas proporções e, assim, começou a ser desenvolvido o projeto da Oncomédica. “Realmente, é um sentimento de realização para todos nós. As coisas foram acontecendo de acordo com o planejamento, e hoje podemos ver parte de nós em cada canto da clínica. Aos poucos foi se agregando uma equipe com os mesmos pensamentos e idéias e a Oncomédica foi tomando corpo” conta Nilshelena.
Diretora médica da clínica, a oncologista – nascida em Pesqueira, interior de Pernambuco - acredita que já se adaptou bem à nova vida em Teresina. Nesta entrevista concedida ao nosso Portal, Nilshelena fala sobre a mudança de cidade, a relação com o trabalho e com os clientes da Oncomédica.
Portal Oncomédica - Como a Oncomédica aconteceu na sua vida?
Sou formada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e trabalhava em Recife, no mesmo hospital onde fiz residência em clínica, quando recebi o convite da Med Imagem para montar um serviço de oncologia aqui. Eu nem conhecia Teresina, mas me mudei para a cidade com esse propósito. Isso tudo foi em 2004. A idéia original era acrescentar a especialidade de oncologia às outras que já existem na Med Imagem. Mas depois, nos foi dada essa oportunidade de criar uma clínica exclusiva para atendimento ao paciente oncológico. Em 10 de maio de 2005, a Oncomédica foi inaugurada. Realmente, é um sentimento de realização para todos nós. As coisas foram acontecendo de acordo com o planejamento, e hoje podemos ver parte de nós em cada canto da clínica. Aos poucos foi se agregando
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| No Arraiá da Oncomédica, com clientes do Recriar |
Portal Oncomédica – Qual a avaliação que a senhora, que é formada em Recife, faz da estrutura para atendimento de pacientes oncológicos disponível em Teresina?
Em termos de oncologia clínica não há diferença de um local para outro.O tratamento oncológico clínico é baseado em protocolos internacionais que são seguidos em todo o mundo. O tratamento que é realizado em Teresina é o mesmo que seria prescrito em São Paulo, por exemplo, ou até mesmo fora do país.
Portal Oncomédica – Dra Nilshelena, o que é ser um bom oncologista?
É saber que é preciso estar junto do paciente. O paciente oncológico precisa muito do médico, da presença do médico. É importante também estar atualizado. Nessa especialidade, toda hora surgem avanços, novos protocolos para tratamento. Por isso é necessário estar sempre estudando, vendo o que está acontecendo, se há algum tratamento novo. Ser um bom oncologista é isso: estar atualizado e ter a sensibilidade de estar sempre junto dos pacientes.
Portal Oncomédica – E qual é o melhor paciente oncológico? Como a
pessoa pode, ao mesmo tempo em que ajuda o oncologista, se ajudar durante o tratamento?

"O oncologista precisa ter sensibilidade e ser atualizado"
Perguntando e se informando. O melhor paciente é aquele que participa do seu tratamento, quer saber sobre a doença, conhecer o tratamento e suas possibilidades. Desse jeito ele passa a ter menos medo, pois já sabe o que pode ou não acontecer. E assim ele se sente mais seguro e mais apto a ajudar no seu tratamento.
Portal Oncomédica – A senhora se mudou para Teresina sozinha, quase sem conhecer a cidade. Já se considera adaptada à nova vida? O que acha de Teresina?
Já estou adaptada. Teresina é uma capital com proporções menores e, por isso, a qualidade de vida aqui é melhor. Em outras cidades, é comum o médico ter vários trabalhos e ter que se deslocar durante o dia, enfrentando um trânsito muito pesado. Aqui, eu consigo me dedicar a um serviço único e isso faz diferença. Só não consegui ainda me acostumar totalmente ao calor, mas até os teresinenses têm problemas com isto, então me sinto muito bem.
Portal Oncomédica - E o que fazer por aqui nas horas vagas?
Ir ao cinema e ler um livro. Em casa, gosto de leituras bem leves.
Rápidas
Um filme: Persuasão
Uma música: In my life – Lennon e McCartney
Um livro: Médico de homens e de almas, de Taylor Caldwell.
Um lugar no Piauí: Parnaíba. Adoro o mar.
Um lugar fora do Piauí: Recife
Clarissa Poty
27.08.2007
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