Depoimentos / Depoimento
Se descobrir um câncer é difícil, a psicóloga Antônia Sandra Silveira Santos se viu diante de uma situação ainda mais delicada. Após o falecimento do pai, em dezembro de 2010, vítima de um câncer gástrico, Antônia procurou o médico após sentir sucessivas dores abdominais. Uma tomografia acusou uma obstrução no intestino, e após a cirurgia necessária para removê-la foi diagnosticado o câncer no órgão. Isso tudo aconteceu apenas 7 meses depois do difícil momento familiar.
No instante do diagnóstico, Antônia ficou sem ação. “Eu fiquei parada, sem conseguir pensar em nada. Só depois respirei fundo e conversei com meu marido, meus filhos, minha mãe e minhas irmãs”, relembra a psicóloga, que aplicou os seus conhecimentos na própria vida quando se viu diante do desafio de enfrentar a doença.
“Eu falei pra eles sobre a necessidade de fazer as sessões de quimioterapia, dos efeitos colaterais, e que aquilo era normal e necessário. Se eu não estivesse bem mentalmente, o tratamento não teria o efeito esperado. Da mesma forma, agi com meus familiares, procurando tranqüilizá-los com a minha postura diante do problema”, conta.
Desde o início, Antônia sabia que era necessário lutar, e por isso não deixou que a doença lhe abatesse. “Eu procuro levar a vida da maneira mais normal possível. Venho sozinha à maioria das sessões de quimioterapia, pedi pra levar o infusor pra casa e continuo levando a diante minhas atividades”, relata a psicóloga, que é dona de uma escola particular, realiza um trabalho social com crianças carentes e ainda é aluna de pós-graduação em Políticas Públicas na Universidade Federal do Piauí – UFPI.
Ela conta que devido tratamento, precisa abrir exceções e ficar mais tempo em repouso, mas que procura usar a própria experiência como exemplo para mostrar que é possível vencer o câncer. “Na escola, conversei com meus alunos sobre o que estava acontecendo e eles ficaram abalados. Mas sempre que posso, vou recebê-los na porta pra mostrar que eu estou bem”, afirma.
Da mesma forma, ela conduz a família. “Quando a minha filha completou 15 anos, nós fizemos uma festa pra ela. Nada muito grande, mas não poderia deixar a data passar despercebida por conta da doença. Meus três filhos estão tendo acompanhamento psicológico e isso tem nos ajudado muito a lidar com a situação”, explica.
Quanto ao tratamento, que já está na metade, Antônia segue otimista. “Eu acredito que vai dar tudo certo e que logo logo estarei bem”, declara a psicóloga, que encontrou na clínica Oncomédica um grande apoio durante o tratamento. “Aqui eu fui muito bem acolhida, a equipe atende aos padrões de humanização e a interação entre eles e os clientes é muito boa. Isso nos deixa mais seguros e confiantes”, avalia.
A.N.
04/10/2011
Antônia Sandra e o desafio de enfrentar o câncer
Cadastrado em: 04/10/2011
No instante do diagnóstico, Antônia ficou sem ação. “Eu fiquei parada, sem conseguir pensar em nada. Só depois respirei fundo e conversei com meu marido, meus filhos, minha mãe e minhas irmãs”, relembra a psicóloga, que aplicou os seus conhecimentos na própria vida quando se viu diante do desafio de enfrentar a doença.
“Eu falei pra eles sobre a necessidade de fazer as sessões de quimioterapia, dos efeitos colaterais, e que aquilo era normal e necessário. Se eu não estivesse bem mentalmente, o tratamento não teria o efeito esperado. Da mesma forma, agi com meus familiares, procurando tranqüilizá-los com a minha postura diante do problema”, conta.
Desde o início, Antônia sabia que era necessário lutar, e por isso não deixou que a doença lhe abatesse. “Eu procuro levar a vida da maneira mais normal possível. Venho sozinha à maioria das sessões de quimioterapia, pedi pra levar o infusor pra casa e continuo levando a diante minhas atividades”, relata a psicóloga, que é dona de uma escola particular, realiza um trabalho social com crianças carentes e ainda é aluna de pós-graduação em Políticas Públicas na Universidade Federal do Piauí – UFPI.
Ela conta que devido tratamento, precisa abrir exceções e ficar mais tempo em repouso, mas que procura usar a própria experiência como exemplo para mostrar que é possível vencer o câncer. “Na escola, conversei com meus alunos sobre o que estava acontecendo e eles ficaram abalados. Mas sempre que posso, vou recebê-los na porta pra mostrar que eu estou bem”, afirma.
Da mesma forma, ela conduz a família. “Quando a minha filha completou 15 anos, nós fizemos uma festa pra ela. Nada muito grande, mas não poderia deixar a data passar despercebida por conta da doença. Meus três filhos estão tendo acompanhamento psicológico e isso tem nos ajudado muito a lidar com a situação”, explica.
Quanto ao tratamento, que já está na metade, Antônia segue otimista. “Eu acredito que vai dar tudo certo e que logo logo estarei bem”, declara a psicóloga, que encontrou na clínica Oncomédica um grande apoio durante o tratamento. “Aqui eu fui muito bem acolhida, a equipe atende aos padrões de humanização e a interação entre eles e os clientes é muito boa. Isso nos deixa mais seguros e confiantes”, avalia.
A.N.
04/10/2011
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